O Conselho de Ministro aprovou, nesta quinta-feira, o aumento do salário mínimo nacional, a partir de 1 de janeiro de 2023, para os 760 euros, mais 55 euros do que o valor que está em vigor este ano. "É o maior aumento em termos absolutos de sempre", sublinhou a ministra do Trabalho e da Solidariedade.
Lembrando que o aumento do salário mínimo foi precedido "de uma ampla discussão e negociação" em sede do Acordo de Médio Prazo de Melhoria dos Rendimentos, dos Salários e da Competitividade, celebrado no passado dia 9 de outubro de 2022, com os parceiros da Concertação Social, Ana Mendes Godinho sublinha que ele traduz um acréscimo de 7,8% em 2023.
"Se olharmos para o compromissos no âmbito do Acordo de Rendimentos, Salários e Competitividade, o objetivo que temos assumido é o de chegarmos aos 900 euros em 2026, o que permitirá que, desde 2015 até 2026, teremos um aumento de 78% do salário mínimo nacional em Portugal", sustentou.
Já comparando os 760 euros que estarão em vigor a partir de 1 de janeiro com os 505 euros do salário mínimo em 2015, o ano da chegada de António Costa ao governo, com a geringonça, diz Ana Mendes Godinho que o aumento foi de 50%. A ministra salienta a "forte prioridade dada à valorização dos salários e em particular da importância que o salário mínimo tem do ponto de vista de valorização dos rendimentos das famílias".