Portugal voltou a bater o recorde de exportações de bicicletas em 2020. Em ano de pandemia, o envio dos veículos de duas rodas para o estrangeiro rendeu mais de 424 milhões de euros, um acréscimo de 5% face a 2019.
Apesar do primeiro confinamento, entre março e maio, as fábricas recuperaram e tiveram pedalada para alcançar um novo máximo de vendas para o estrangeiro, refere esta quarta-feira a Associação Nacional das Indústrias das Duas Rodas (Abimota).
"Para estes números contribuiu o esforço das empresas, que estiveram a trabalhar em contra-ciclo e com crescimentos "brutais" no esforço de produção, mas também na aposta na produção de bicicletas de maior valor e com maior integração de tecnologia, como é o caso das bicicletas elétricas", assinala o secretário-geral da Abimota, Gil Nadais, citado em comunicado de imprensa.
Apesar de as fábricas terem estado fechadas mais de dois meses, a produção aumentou nos restantes meses, assinala a associação.
Esta é uma indústria em que Portugal dá cartas no mundo, dispondo da maior fábrica de montagem de bicicletas da Europa, a RTE, o maior fabricante de rodas, a Rodi, e ainda a primeira unidade do mundo a produzir quadros de bicicleta em alumínio de forma robotizada, a Triangle"s, ou a Gelu, de Vila Franca de Xira, que faz os selins mais leves do mundo, com apenas 24 gramas, para competição.
Os dados da Abimota foram recolhidos a partir dos números do comércio internacional, divulgados na terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. Em 2019, Portugal tornou-se no maior produtor de bicicletas da Europa, com 2,7 milhões de unidades produzidas, destronando a Itália.