

A faturação da OLI caiu 8%, para 69 milhões de euros, em 2025 face a 2024, penalizada pela instabilidade internacional, mas a fabricante de autoclismos de Aveiro aponta como objetivo crescer 10% este ano.
Num comunicado divulgado esta terça-feira, 20, a empresa diz que no ano passado o seu desempenho foi “condicionado por um contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica e incerteza macroeconómica, com a intensificação dos conflitos no Médio Oriente, a continuidade da guerra na Ucrânia e o agravamento das tensões comerciais globais a terem impacto direto nas vendas”.
“Neste enquadramento, os mercados do Médio Oriente (-47%) e da Europa Central (-14%) registaram os maiores decréscimos, refletindo a elevada exposição destas regiões à volatilidade política, à retração do investimento público e privado e à desaceleração económica”, detalha.
Em contraciclo, o mercado nacional cresceu 5% e o mercado germânico evoluiu 2%.
Em 2025, as exportações da OLI – que reclama a liderança na produção de autoclismos na Europa do Sul - representaram cerca de 70% do volume de negócios da empresa, que vendeu para mais de 80 países dos cinco continentes.
Apesar do contexto internacional “marcado por volatilidade macroeconómica e risco geopolítico”, a OLI diz ter entrado em 2026 “com uma estratégia assente na expansão internacional, através de fusões e aquisições”.
Outra das apostas estratégicas é a “inovação, com o lançamento de novos produtos”, e a “eficiência operacional, por via da automatização de processos e na digitalização da organização”.
O objetivo é “reforçar a criação de valor económico e suportar o crescimento no médio e longo prazo”.
Citado no comunicado, o administrador da OLI António Ricardo Oliveira aponta os “desafios relevantes” enfrentados pela empresa a nível comercial no ano passado, “resultantes do ajustamento de ‘stocks’ em clientes estratégicos e da forte contração das vendas para regiões atualmente afetadas por conflitos”.
O administrador destaca, contudo, que a empresa prevê regressar este ano “a uma trajetória de crescimento nas vendas, suportado pela concretização de oportunidades de internacionalização em desenvolvimento, bem como pela contínua análise de potenciais parcerias e aquisições”.
Os planos da OLI passam também pela manutenção de um “nível elevado e consistente” de investimento, “com foco na automação produtiva, na simplificação e digitalização de processos e, de forma transversal, no reforço da utilização de inteligência artificial e de ‘business intelligence’”.
“Estes investimentos são considerados críticos para assegurar os ganhos de produtividade necessários para responder às exigências do mercado”, afirma Ricardo Oliveira.
A OLI produz anualmente dois milhões de autoclismos e três milhões mecanismos, laborando em regime de produção contínua, 24 horas por dia e sete dias por semana.