A Câmara Municipal de Lisboa e a Carris assinam na próxima segunda-feira o memorando de entendimento que confirma a passagem da gestão da transportadora para o município.
A partir de 1 de janeiro, a Carris deixa de ser gerida pela Transportes de Lisboa e passa para as mãos da câmara presidida por Fernando Medina.
O novo modelo, previsto no programa do Governo, pretende "reforçar as competências das autarquias locais, assumindo-se que os municípios são entidades fundamentais para a gestão de serviços públicos numa dimensão de proximidade", sublinha uma nota enviada aos meios de comunicação pelo Ministério do Ambiente, que tutela o setor.
A mudança "visa a elevação dos atuais patamares de eficiência e sustentabilidade no desenvolvimento do serviço público de transporte de passageiros, isto ao nível da universalidade do acesso e da qualidade dos serviços, da coesão económica, social e territorial, do desenvolvimento equilibrado do setor dos transportes e da articulação intermodal", acrescenta o ministério.
O Governo acrescenta ainda que a passagem da gestão da Carris para a CML implicará a renovação da frota de autocarros com veículos movidos a gás natural, energia elétrica "ou outras formas de energia passíveis de gerar ganhos ambientais".
O novo modelo de gestão da Carris foi definido pelo atual Governo, que anulou a concessão da transportadora aos mexicanos da Avanza, que tinha sido definida pelo Executivo de Pedro Passos Coelho.
A Avanza contestou a reversão do processo, que também incluía a Metro de Lisboa, em Tribunal e reclama perdas superiores a 40 milhões de euros.
A assinatura do acordo está marcado para as 10h30 no Museu da carris em Alcântara e contará com a presença de António Costa e do Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.