Teve início a construção da fábrica de comboios da Alstom, em Guifões, Matosinhos, em parceria com a empresa DST. O primeiro comboio vai sair das instalações em 2029.
A fábrica deverá estar construída em 2028, com uma área de 20 mil metros quadrados. Estima-se a criação de 300 postos de trabalho diretos, através da contratação de técnicos qualificados, assim como mil postos de trabalho indiretos.
Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação faz saber que deverão ser produzidos 81 comboios, que se destinam às linhas suburbanas nacionais. Cada um terá três carruagens com capacidade para 450 comboios.
A instalação da fábrica em Portugal enquadra-se no contrato de aquisição de 153 comboios (117 iniciais do contrato-base, mais 36 adicionais) por parte da CP à Alstom. O investimento associado ascende a 1.064 milhões de euros, um valor recorde afeto a material circulante, realça o ministério tutelado por Miguel Pinto Luz.
Na cerimónia de lançamento, o primeiro-ministro esclareceu que a CP vai continuar a ser a "trave mestra" da operação ferroviária em Portugal.
Citado pela Lusa, lembrou as questões jurídicas que levaram ao atraso de um processo que remonta a 2021, quando foi lançado o concurso público. À data, António Costa era primeiro ministro e Pedro Nuno Santos era ministro das Infraestruturas.
Por este motivo, "este dia esteve para não acontecer" e, neste âmbito, "o tempo é mesmo dinheiro", sublinhou o líder do atual Governo. É que, a arrastar no tempo resultou num derrapar do preço, pelo que "os cidadãos portugueses foram prejudicados", salientou.