Nova solução para prevenir pragas nas vinhas

Centro de investigação Fraunhofer Portugal está a desenvolver um sistema móvel para apoiar os produtores do Douro
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Há uma nova solução tecnológica em desenvolvimento em Portugal que, quando estiver concluída, deverá permitir a deteção automática de insetos em armadilhas, e assim alertar o produtor de vinho para atuar no sentido de prevenir um ataque à videira, a tempo de evitar prejuízos na produção.

O sistema, designado por “EyesOnTraps”, recorre a técnicas de visão computacional e à inteligência artificial, entre outros recursos, representando um investimento de 400 mil euros, comparticipado por fundos europeus.

Trata-se de uma aplicação móvel para o viticultor, de uso no terreno, capaz de reconhecer e contabilizar automaticamente os insetos capturados em armadilhas e, em simultâneo, recolher o histórico de temperatura local e registar o estado fenológico da planta (por exemplo, floração, frutificação).

Essa componente móvel vai estar ligada a um módulo “web” onde se centraliza e armazena a informação reportada pelo viticultor e, em troca, disponibiliza-lhe recomendações de monitorização.

Quer a aplicação móvel quer o sistema central vão estar por sua vez conectados com um portal para especialistas em taxonomia, de uso remoto, que permite “a observação dos resultados da monitorização automática de insetos nas diferentes parcelas ou regiões geográficas, sendo desta forma possível desencadear uma resposta atempada às pragas detetadas, em estrita colaboração com os viticultores”, descrevem os promotores da iniciativa.

O processo está a ser conduzido pelo centro de investigação Fraunhofer-AICOS, no Porto, em parceria com a empresa GeoDouro e com a Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), tendo como partes interessadas as empresas Sogevinus Quintas, Adriano Ramos Pinto e a Sogrape Vinhos.

“O sistema pretende ser um apoio aos produtores e empresários da região do Douro, onde a produção da uva constitui um dos setores económicos de referência em Portugal e, simultaneamente, dos mais vulneráveis devido às consequências cada vez mais alarmantes das mudanças climáticas e das pragas, que se tornaram uma séria ameaça à qualidade da uva e ao rendimento da viticultura, justificam os investigadores.

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