As famílias que subscrevem pacotes de serviços de telecomunicações pagaram cerca de 458 milhões de euros pelo acesso às ofertas convergentes dos operadores, entre janeiro e março de 2022, revelou esta terça-feira a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).
As receitas dos pacotes de serviços representam um crescimento homólogo de 3,4%, face ao primeiro trimestre de 2021, e correspondem a 50,6% do total das receitas dos operadores retalhistas (Altice, NOS, Vodafone e Nowo) até março, de acordo com a Anacom. Feitas as contas, a receita média mensal por subscritor fixou-se nos 34,63 euros (sem IVA), "valor semelhante ao do trimestre homólogo".
As receitas dos primeiros três meses do ano foram alavancadas pelas ofertas 4P ou 5P (64,4% do total das receitas em pacote), ou seja, pacotes com quatro ou cinco serviços combinados na mesma oferta comercial.
De acordo com o regulador, no final de março, as ofertas 4P ou 5P contavam com mais 138 mil subscritores em comparação com igual período do ano anterior. "Foi o [crescimento] mais elevado desde o início de 2020". Atualmente estas ofertas são assinadas por 2,3 milhões de subscritores, o que representa mais de metade (52,1%) do total de subscritores. Seguem-se as ofertas 3P, com 1,7 milhões de subscritores (38,5%).
4P ou 5P alavancam número de assinantes, mas crescimento é o menor de sempre
Por tipo de pacote de oferta, o regulador apurou que a receita média mensal foi de 43,07 euros no caso das ofertas 4P ou 5P e de 27,51 euros no caso das ofertas 3P.
O número de subscritores de pacotes de serviços de telecomunicações ascendia, no final de março, a 4,4 milhões. O número global de assinantes cresceu 3,3% em termos homólogos, sendo o "menor crescimento anual contabilizado desde que se iniciou a recolha destes indicadores [2011]".
A Anacom, ainda, que "as ofertas isoladas, single play ou 1P, que se caracterizam por não serem comercializadas em pacote, representavam 72% dos acessos móveis e 15,3% dos acessos fixos".
"No total dos acessos fixos e móveis, a maioria (56,3%) era constituída por acessos móveis single play, seguindo-se os acessos móveis integrados em pacote (21,9%), os acessos fixos integrados em pacote (18,4%) e, por último, os acessos fixos single play (3,3%)", lê-se.
Meo lidera segmento, mas foi a Vodafone que mais cresceu
Entre janeiro e março, o segmento dos pacotes de serviços continuou a ser liderado pela Meo (detida pela Altice Portugal), embora tenha sido a Vodafone a registar o maior crescimento de quota.
No final de março, a Meo liderava com uma quota de 40,8%, seguida da NOS (35,8%), da Vodafone (20,1%) e pela Nowo (3,1%). Face ao trimestre homólogo, a Vodafone e a Meo aumentaram a quota de subscritores em 0,7 e 0,1 pontos percentuais, respetivamente, enquanto as quotas da NOS deslizaram 0,5 e 0,3 pontos percentuais.
"Por tipo de oferta, a Meo apresentou a maior quota de subscritores nas ofertas 2P (43,6%), 3P (39,%) e, a partir do trimestre em análise, nas ofertas 4P e 5P (41,7%)", lê-se.
Observando a quota por receita, a Anacom concluiu que a Meo registava a maior quota (41,3%), seguindo-se a NOS (40%), a Vodafone (16,8%) e a Nowo (1,9%). Também aqui os maiores crescimentos pertenceram à Meo e Vodafone, enquanto a NOS e a Nowo perderam terreno.