Famílias pagaram 923 milhões de euros por telecomunicações até junho

No final de junho havia 4,5 milhões de subscritores de serviços de telecomunicações em pacote. Meo continua a registar maior quota de mercado.
Publicado a: 

As famílias que subscrevem serviços em pacote de telecomunicações pagaram cerca de 923 milhões de euros pelo acesso às ofertas dos operadores, entre janeiro e junho, revelou esta sexta-feira a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

Numa análise às comunicações eletrónicas no primeiro semestre, o regulador apurou que as receitas dos serviços cresceram 3,9%, em termos homólogos, e que correspondem a 50,5% do total das receitas dos operadores retalhistas (Altice, NOS, Vodafone e Nowo).

Contas feitas, cada família pagou em média 34,75 euros (sem IVA) por mês, mais 0,4% do que há um ano em igual período. Se se observarem apenas a receita média mensal dos pacotes constituídos por 4 ou 5 serviços (4/5P), o valor sobe. Nesse caso, cada família pagou por mês 43,17 euros (-0,1%). Já ao observar apenas as receitas das ofertas constituídas por três serviços (3P), a receita média mensal foi de 27,57 euros.

No primeiro trimestre do ano a receita das telecomunicações tinha sido de 458 milhões de euros. A contabilidade do primeiro semestre demonstra que houve um incremento de 465 milhões de euros, após o primeiro trimestre, e a tendência é que estes valores aumentem a cada trimestre com os efeitos da inflação. No entanto, os operadores ainda não revelaram em quanto vão aumentar os preços dos serviços.

No final de junho, a Anacom identificou 4,5 milhões de subscritores de serviços em pacotes. Ou seja, Altice, NOS, Vodafone e Nowo tinham mais 151 mil clientes (+3,5%) do que há um ano em igual período.

"O crescimento verificado foi inferior ao registado em anos anteriores (+3,9% no final do semestre homólogo) e está exclusivamente associado às ofertas 4/5P", que acumularam mais 7,2% assinantes - o crescimento "mais elevado desde o final de 2019" - e já representam 52,6% do total de subscritores de ofertas em pacote.

A Anacom refere que, "apesar do abrandamento registado, os pacotes continuam a ter um peso muito expressivo", sendo que "a penetração atingiu 90,5 por 100 famílias".

No final do primeiro semestre, as ofertas 4/5P contavam com 2,3 milhões de subscritores, "seguindo-se as ofertas 3P, com 1,7 milhões de subscritores (38,1%)".

As ofertas single play residenciais, ou seja isoladas, que se caracterizam por não serem comercializadas em pacote, representavam "apenas 1% do total dos clientes residenciais de banda larga fixa, 3% do total de subscritores residenciais de televisão paga e 6% dos utilizadores residenciais de telefone fixo.

A Meo, da Altice Portugal, é o operador com maior quota de mercado, registando 41% do total de subscritores de serviços em pacote. Segue-se a NOS (35,7%), a Vodafone (20,2%) e a Nowo (3%). "Face ao mesmo período do ano anterior, a Vodafone e a Meo aumentaram a sua quota de subscritores (+0,5 e +0,2 pontos percentuais respetivamente), enquanto as quotas da NOS (-0,5 pontos percentuais) e da Nowo (-0,3 pontos percentuais) diminuíram.