A Fundação Santander é apenas um dos parceiros que ajudaram a trazer o Centro TUMO para Portugal, um organismo gratuito que vai permitir a muitas crianças com menos possibilidades financeiras a quebrarem um ciclo de baixas qualificações e darem o salto para melhores empregos e remunerações. Pelo menos é esta a meta que a presidente da Fundação traçou para si com este apoio. "O grande objetivo é: temos de começar mais cedo a formar estas crianças para que tenham as competências no futuro e acelerar o elevador social em Portugal", avançou ao Dinheiro Vivo. Depois de quase três décadas a apoiar a educação universitária, o mecenato do Santander vira-se agora para a faixa etária mais jovem.
Segundo a presidente da Fundação Santander, Portugal sofre de um problema a nível da Educação, que reside no facto de os jovens serem muito influenciados pelas qualificações dos pais, nomeadamente da mãe. "Está provado que, assim sendo, metade destas pessoas, cerca de 55% vão ficar sempre no mesmo nível da educação dos respetivos pais. Portanto, se nós não quebramos este ciclo - que já foi dito que são cerca de cinco gerações, mais ou menos, até uma criança poder chegar ao rendimento médio do país -, se nós não conseguirmos quebrar este ciclo, acelerar este conhecimento e as competências destas crianças, dificilmente conseguiremos dar o salto do tal elevador social."
É por isso que, para Inês Oom de Sousa, é fundamental aumentar as competências destes jovens: "Porque se tivermos pessoas mais formadas, com mais capacidade, vamos conseguir aumentar a produtividade das empresas em Portugal, com a produtividade das empresas, vamos conseguir ter melhores salários e, com mais salários, ter melhor vida".
Para a responsável, isto é uma cadeia, uma sequência que tem de ser trabalhada e acelerada em Portugal, daí a enorme importância que atribui ao TUMO. "As competências que nós queremos desenvolver no TUMO são aquelas que nós achamos que vão ser as competências do futuro: modelação, desenvolvimento de jogos, programação, música, design, data...".
Quanto ao novo foco da Fundação Santander, diz Inês Oom de Sousa: "Depois do grande sucesso do projeto universitário que já dura há 26 anos, queremos agora apostar na faixa mais baixa, exatamente o oposto: dos zero aos 17 anos, para garantir que estes jovens conseguem chegar lá".