Esta segunda-feira, Hugo Silva recebeu das mãos do presidente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) o Prémio Carreira Alumni 2018, a mais alta distinção atribuída a um ex-aluno por esta escola. Formado em Engenharia Informática e Industrial, Hugo Silva partilha agora o que foi aprendendo com os seus alunos no mesmo instituto, criou uma empresa inovadora que alia o setor da Medicina ao da Tecnologia e em cerca de uma década já foi distinguido com vários prémios.
“Este prémio tem especial importância, pelo facto de ter sido atribuído pela instituição onde ganhei as primeiras ferramentas técnico-científicas que estabeleceram a base daquilo que tem sido a minha carreira”, comentou Hugo Silva a propósito do galardão que recebeu do Politécnico de Setúbal na data em que esta instituição celebra “o seu dia”, 8 de outubro. À sua licenciatura na Escola Superior de Tecnologia do IPS, Hugo Silva já acrescentou, entretanto, um mestrado e um doutoramento feitos em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores no Instituto Superior Técnico de Lisboa. Mas continuou ligado à sua casa mater de Setúbal como docente.
Aliás, foi logo aqui que se lançou na senda da investigação. Na altura, juntamente com outros colegas, procurava criar um dispositivo de monitorização de sinais biométricos (fisiológicos, portanto) que, de forma inovadora, ajudassem a recolher dados para o campo da fisioterapia – quer para os terapeutas, quer para os próprios pacientes. A ideia surgiu em 2005, o revolucionário dispositivo deu origem à startup Plux dois anos depois e, neste momento, a empresa está já na senda da internacionalização e a pensar em mercados e produtos vanguardistas.
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Hugo Silva, recebendo o Prémio Carreira Alumni 2018 da mão do presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, e na presença de Paula Ferreira, presidente do Conselho Geral do IPS. FOTO: HSilva[/caption]
Um dos exemplos, é a ideia de libertar as pessoas de terem de se lembrar de colocar wearables (relógios, bandas de peito ou braçadeiras) para monitorizar os seus sinais vitais, substituindo-os por sensores instalados em objetos que usamos todos os dias, como o teclados dos nossos computadores, o volante do automóvel ou o guiador da bicicleta.
Mas os seus projetos não ficam por aqui. Já em 2017 o seu BITalino – um “kit tudo-em-um” capaz de monitorizar “sinais musculares, cerebrais, cardíacos, do sistema nervoso simpático e biomecânicos, entre muitos outros" – foi merecedor do Innovation Radar Award, na categoria de Industrial & Enabling Tech (como foi noticiado pelo IPS). Um troféu atribuído pela Comissão Europeia aos mais inovadores e promissores projetos de investigação financiados pela União Europeia nas áreas das tecnologias.
O seu percurso, nomeadamente enquanto co-fundador da startup Plux, é suficientemente bem-sucedido para ter merecido destaque por parte da Portuguese Entrepeneurs, uma empresa que apoia e promove o empreendedorismo.
Agora, chegou a vez de Hugo Silva ver o seu mérito distinguido pela casa que o criou. “Obviamente é sempre um enorme orgulho ver o trabalho reconhecido, mas mais do que isso, este prémio é uma validação adicional de que o caminho, frequentemente complexo, que conduziu até aqui, está a ser percorrido com passos firmes e rumo certo”, disse Hugo Silva. “É também uma responsabilidade acrescida, passar a estar ao lado de outras figuras do instituto que tanto têm contribuído para prestigiar a instituição a nível nacional e internacional, em áreas tão diversas como o marketing digital, a saúde, o desporto, ou, no meu caso, a engenharia biomédica”, concluiu o jovem engenheiro.