Fábrica de Unicórnios arranca com oito milhões para investir 

Projeto-bandeira do presidente da Câmara de Lisboa vai apoiar <em>startups</em> em todas as fases. Entre os investidores estão mais de 20 empresas.
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Nunca os portugueses ouviram tanto falar em unicórnios como no ano passado. Carlos Moedas, na altura frente a frente com Fernando Medina na corrida à presidência da Câmara Municipal de Lisboa (CML), fez do ambicioso plano de tornar a capital do país num hub de inovação a bandeira da sua campanha eleitoral. Hoje, foi dia de içá-la, no Hub Criativo do Beato, num evento para apresentação do projeto, que contou com a presença do diretor da Startup Lisboa, Gil Azevedo, e do CEO da Web Summit, Paddy Cosgrave.

"Quando fui eleito presidente da Câmara de Lisboa, o meu objetivo para a cidade era este. É provavelmente o maior desafio que temos em Portugal, que é o do crescimento. Temos de pôr o país a crescer e ter audácia e coragem para o fazer. E a única maneira [para tal] é apostar na tecnologia, na ciência e na inovação, fazendo com que aqueles que hoje têm ideias possam ter as suas empresas e fazê-las crescer", disse Carlos Moedas.

"A Fábrica de Unicórnios é física e vai estar aqui. Vamos multiplicar por seis o budget que tínhamos até agora", acrescentou o autarca. O espaço tem 18 edifícios, distribuídos por cerca de 35 mil metros quadrados, que estão a ser reconstruídos para receber entidades nacionais e internacionais nas áreas da tecnologia, inovação e indústrias criativas.

O objetivo é só um: potenciar o desenvolvimento de novos projetos e atrair investimento na área de empreendedorismo. Para cumprir esta meta, a Fábrica de Unicórnios, que passa a ter sob alçada a Startup Lisboa e o Hub Criativo do Beato (como se de uma marca-mãe se tratasse), vai disponibilizar, em conjunto com o setor privado, oito milhões de euros para investir no ecossistema, dobrar o número anual de novos projetos apoiados e mais do que duplicar o investimento atraído por estes. Entre os parceiros privados estão empresas como a Google, Delta, PwC, Cuatrecasas, Fidelidade, BPI e Galp.

As startups que se encontram em fase de crescimento não ficaram de fora, tendo agora oportunidade de integrar um programa focado em desbloquear e maximizar o potencial de 20 scaleups por ano. "Conseguimos o maior programa de scaleups do país", assegurou Moedas. "Mais de 20 países e 60 cidades estarão de portas abertas para apoiá-las".

O diretor da Startup Lisboa, Gil Azevedo, partilhou a sua visão para o projeto: transformar a capital portuguesa na "cidade da inovação" até 2025, multiplicando por três o investimento captado por startups e scaleups.

Também os empreendedores internacionais, que querem trazer os seus projetos para Lisboa, serão apoiados, através de recursos e ferramentas que prometem simplificar o processo de mudança ou expansão das operações para o país. Os benefícios do Scaling Up Program e do Soft Landing Program, respetivamente, passam por mil oportunidades de parcerias e sinergias, acesso a mais de 30 parceiros empresariais e a mais de 20 investidores. As candidaturas abrem durante a Web Summit, que se realiza de dia 1 a 4 de novembro.