Com o final do ano a chegar ao fim, algumas empresas distribuem prémios pelos seus colaboradores. Sejam de produtividade ou qualquer outra gratificação, estes prémios dão uma motivação extra ao trabalhador, traduzindo-se num aumento da sua liquidez neste período.
Estes prémios podem ser atribuídos em dinheiro ou em espécie, através de viagens ou estadias em hotéis, por exemplo. Tudo depende da entidade. Contudo, o mais comum é serem concedidos em dinheiro.
Se foi o seu caso, certamente já pensou no que vai fazer com esse dinheiro extra. Comprar aquele artigo que anda a namorar há tanto tempo? Reforçar a sua poupança? Ou investir algum dinheiro? São vários os destinos que pode dar a este prémio.
A primeira coisa que deve fazer assim que a sua liquidez aumenta é saldar dívidas, se as tiver, claro. Se tiver um crédito pessoal ou cartões de crédito, pode aproveitar este momento fazer amortizações.
Quanto mais cedo liquidar as suas dívidas, maior folga orçamental terá. Além disso, cumprir com os pagamentos dentro do prazo traz-lhe mais vantagens como a construção de um bom historial de crédito. Isso vai fazer com que seja mais fácil ser aceite pelos bancos no futuro para produtos de montantes mais avultados, como é o caso do crédito à habitação, se o pretender fazer.
Se tiver um crédito habitação em mãos, também pode pensar em amortizar esta dívida.
Ao optar por amortizar um crédito, seja este destinado à compra de habitação ou pessoal, pode conseguir reduzir a sua prestação mensal e o montante total de juros a pagar ao banco.
Ter um fundo de emergência é essencial para acautelar imprevistos, como por exemplo, uma situação de desemprego inesperada. Segundo as boas práticas das finanças pessoais, o fundo de emergência deve ser composto por um montante correspondente a, pelo menos, seis meses de despesas fixas ou três meses de rendimento.
Como é lógico, este fundo não se constrói da noite para o dia, pelo que é importante reforçá-lo sempre que pode até atingir o seu objetivo. Assim, pode aproveitar parte do prémio para o fazer.
E lembre-se, o fundo de emergência serve apenas, como o próprio nome indica, para situações de emergência. Pode sempre constituir outras poupanças com outros objetivos.
Existem vários produtos para poupar a pensar na idade da reforma, sendo o Plano Poupança Reforma (PPR) o mais comum. Se não tem um PPR, esta pode ser a altura ideal para começar a pensar nisso.
Existem dois tipos de PPR: os fundos PPR e os seguros PPR. A maior diferença entre os dois é o risco, sendo os últimos produtos mais seguros para os subscritores.
Antes de subscrever um PPR, como qualquer outro investimento, deve analisar devidamente as condições associadas ao produto, nomeadamente, quais são os montantes iniciais necessários e em que condições poderá usufruir do mesmo.
Outro destino que pode dar a este aumento de liquidez é o investimento. Se já tem esse hábito, deverá saber onde aplicar o dinheiro. Mas se nunca tiver investido, há uma série de questões a ter em conta.
Se pretende começar a investir, deve manter-se atento e informar-se sobre o tema. Ser investidor é um processo de aprendizagem contínuo ao longo do tempo. Contudo, existem algumas dicas a seguir para aqueles vão dar os primeiros passos num mundo dos investimentos:
Invista apenas em produtos que compreenda;
Aplique o dinheiro exclusivamente em produtos transparentes e éticos;
Siga os objetivos sempre com uma estratégia definida;
Invista somente se se sentir confortável.
Assim, deve avaliar a sua situação financeira para perceber qual o melhor destino que deve dar ao seu dinheiro. E não se esqueça, opte sempre por fazer escolhas ponderadas e em consciência.