Lloyds sobe lucros em 23% até junho e está optimista apesar do Brexit

O banco anunciou esta quarta-feira que obteve um resultado antes de impostos de 3,1 mil milhões de libras.
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O britânico Lloyds Banking Group, liderado pelo português António Horta Osório, registou um crescimento de 23% no seu lucro antes de impostos, no primeiro semestre de 2018, e está positivo quanto ao futuro, apesar do Brexit.

O banco também subiu as suas previsões para o final do ano. O Lloyds assumiu ainda provisões de 460 milhões de libras (515,6 milhões de euros) para compensar clientes aos quais vendeu seguros inapropriadamente.

"Nos primeiros seis meses, tivemos um desempenho financeiro forte e sustentável", afirma Horta Osório no comunicado com os resultados do Lloyds.

O maior banco britânico anunciou esta quarta-feira que obteve um resultado antes de impostos de 3,1 mil milhões de libras (3,5 mil milhões de euros) até ao final de junho, próximo dos 3,2 mil milhões de libras previstos pela média de analistas consultados pela Reuters.

No segundo trimestre, o lucro antes de impostos subiu para 1,51 mil milhões de libras de 1,24 mil milhões de libras no período homólogo de 2017.

A margem financeira melhorou 7% do semestre para 6,34 mil milhões de libras e subiu para 3,17 mil milhões de libras no trimestre, face a 2,93 mil milhões de libras um ano antes.

As ações do banco subiam 1,51% às 10H45 a reagir positivamente aos resultados.

"O board recomendou um dividendo ordinário temporário de 1,07 pence por ação, em linha com a política progressiva e sustentável de dividendos ordinários do grupo. Também houve um bom progresso na recompra de ações que foi anunciada com os resultados anuais, que começou em março e está em fase de conclusão", diz o presidente executivo do Lloyds.

Adianta que, até hoje, o bancou recomprou aproximadamente 1,2 mil milhões de ações, estando 75% do programa de mil milhões de libras já executado.

O gestor destaca ainda a contínua melhoria do balanço do banco, em termos de risco, com a gestão a apontar para a manutenção em cerca de 13% do nível de requisitos de capital CET1, mais uma almofada de cerca de 1%.

Horta Osório deixou um sinal otimista para o futuro num contexto de Brexit. "O Reino Unido enfrenta um período de incerteza política e económica no período que antecedeu a saída do Reino Unido do

União Europeia, no entanto, a economia do Reino Unido permanece resiliente e, excluindo o impacto do clima adverso, continua a demonstrar crescimento robusto", afirma o gestor no mesmo comunicado.

O Lloyds reviu em alta as suas estimativas para o final do ano. "Como resultado do forte desempenho nos últimos seis meses, atualizamos nossa perspetiva financeira para 2018. Agora

esperamos que a margem financeira líquida esteja em linha com o primeiro semestre do ano, o rácio de qualidade de ativos seja inferior a 25 pontos base", aponta o CEO do Lloyds.

Ainda em termos de perspetivas Horta Osório espera que o modelo de negócio focado no cliente continue a melhorar, através de uma abordagem multimarca e multicanal, liderança nos custos, baixo risco, capacidade de investimento e execução posicionando o grupo para um sucesso sustentável num mundo digital.

"Em resultado, acreditamos que esta estratégia nos permitirá continuar a ajudar a Grã-Bretanha a prosperar e continuar a gerar retornos fortes e sustentáveis para os acionistas", conclui o gestor.

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