LOQR escolhe mercados do Sul da Europa para internacionalizar negócio

Empresa especializada em transformação digital da banca e instituições financeiras tem 85% de quota em Portugal.
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A LOQR, tecnológica 100% portuguesa com escritórios em Felgueiras e Lisboa, definiu o reforço da internacionalização do negócio como prioridade para 2023. A empresa, especializada em transformação digital da banca e de instituições financeiras, quer dar força a esse projeto, que começou a ser trilhado há dois anos, focando a ação nos países do Sul da Europa e Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo). A carta de apresentação da LOQR tem vários trunfos, desde uma sólida carteira de clientes, a que junta prémios nacionais e internacionais, a um conjunto de investidores que acreditaram nas potencialidades desta startup.

"A LOQR é o principal player no mercado português focado no processo de transformação digital do setor bancário e de outras instituições financeiras, com uma quota de mercado acima dos 85%", sublinha Richard da Silva, VP of Sales. Entre os seus clientes destacam-se entidades como o Montepio, Millennium BCP, Novo Banco, Santander, Caixa Geral de Depósitos, Banco Português de Gestão, Banco BAI Europa e o Banco BIG, em Portugal e em Espanha, para além da Credibom e Chubb. Para esta carteira contribuiu decisivamente a criação de uma inovadora ferramenta tecnológica centrada no processo de transformação digital e aceleração do negócio online das instituições financeiras.

A tecnológica, constituída em 2015 por Ricardo Costa, Pedro Borges e João Cerdeira, desenvolveu a plataforma JaaS ( Journey-as-a-Service), que oferece diferentes possibilidades de usos em conformidade com as regulações locais. Segundo Richard da Silva, a ferramenta da LOQR "é vista, pelos nossos clientes, como um digital branch enabler, reduzindo fricção aos consumidores finais, ao mesmo tempo que subministramos informação valiosa (digital insights) para incrementar o negócio online". Tudo com a máxima segurança.

Como explica o responsável, a designação LOQR "remete para a palavra inglesa lock (cadeado) que associamos a segurança e proteção, contudo é também conotada com o desbloqueio da experiência digital que proporcionamos aos nossos clientes e utilizadores finais da plataforma". O oposto da palavra, unlock, remete para esse desbloqueio de processos e práticas das instituições financeiras, target em que está focada, sublinha ainda. Em suma, a LOQR (locker) reúne estas duas perspetivas, que são a essência do seu negócio.

A potencialidade da startup, que desde a fundação tem vindo sempre a crescer, já cativou investidores como a Betwixt Ventures, Big Start Ventures, EDP Ventures, HCapital, Iberis Capital, Red Angels e Semapa Next. Prémios também não faltam na carta de apresentação, como o do concurso Fintech da SelectUSA Investment Summit, o da WSA Portugal, do Programa de Aceleração F10 ou o do Top 100 Red Herring Europe, entre outros.

Agora, o caminho é além-fronteiras. Como diz Richard da Silva, "muitas instituições financeiras estão neste momento em plena transformação e otimização da oferta dos serviços online" e um exemplo de oportunidade "está em França, onde mais de 33 milhões de pessoas descarregaram uma aplicação móvel bancária e 92% dos franceses utilizam a web para consulta de saldo". Os bancos estão atentos a esta realidade e também à concorrência das fintech e neobancos, o que está a impulsionar os seus investimentos para otimizar o negócio através de meios digitais. França é, pois, um target chave na internacionalização da tecnológica portuguesa, mas também Espanha e Itália. Nestes territórios, concentram-se "seis dos dez grupos bancários mais importantes da Europa, assim como 44% dos assets europeus", frisa.

Para esta expansão, a empresa conta com o apoio dos seus 80 colaboradores - quase duplicaram o número de recursos humanos no último ano -, e mantém as portas abertas a profissionais qualificados nas áreas tecnológica, de marketing e business.