Luso-germânica Kenbi angaria 23,5 milhões de euros e recruta no Porto

Startup dedica-se a digitalizar a assistência domiciliária na Alemanha, com tecnologia criada em Portugal. Verba angariada servirá para expandir rede de serviços e "ampliar" inovações.
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A Kenbi anunciou esta quarta-feira o levantamento de de 23,5 milhões de euros numa ronda série A. Com o montante angariado, que servirá essencialmente para melhorar a rede de serviços, a startup que tem sede em Berlim e um centro tecnológico na cidade do Porto pretende, agora, recrutar mais pessoas, incluindo 40 engenheiros informáticos no norte de Portugal.

A Kenbi é uma startup luso-germânica que se dedica a digitalizar a assistência domiciliária prestada por enfermeiros e outros cuidadores. Foi criada em 2019 pelo português Bruno Pires, juntamente com os sócios Katrin Alberding e Clemens Raemy, e acaba de captar mais 23,5 milhões de euros numa nova ronda de financiamento. Em pouco mais de dois anos de atividade, a Kenbi já angariou mais de 30 milhões de euros e cresceu de 12 para 430 funcionários.

A ronda de financiamento, hoje anunciada, foi liderada pela Endeavor Vision, seguindo-se a Redalpine, a Heartcore, a Headline e a Partech, entre outros investidores ligados ao Sillicon Valley Bank com projetos na área da saúde.

"Com este investimento vamos ampliar as inovações tecnológicas para o cliente, que vão além do mercado-alvo de idosos, criando uma categoria de assistência médica em casa para uma população mais ampla: agenda de serviços, relatórios de atendimento, contactos da rede de atendimento e um marketplace para solicitação de ofertas adicionais", explica Bruno Pires, que também é o administrador tecnológico da empresa, em comunicado.

Para alargar a rede de serviços, a Kenbi vai precisar de mais pessoas. Por isso, a startup vai iniciar um processo de recrutamento. Só em Portugal, pretende contratar 40 engenheiros para trabalharem no centro tecnológico que está instalado no Porto.

Mas o que faz em concreto a Kenbi? "Através da nossa tecnologia, desenvolvida no Porto, conseguimos resolver um problema: a falta de tempo dos cuidadores. Esse tempo perdido, maioritariamente, em tarefas burocráticas, é transformado em maior flexibilidade para trabalhar e maior oferta de cuidados. Com a Kenbi, os doentes valorizam a proximidade, acessibilidade e conforto de todos os cuidados necessários. É tão simples como chamar um motorista numa aplicação mobile", explica Bruno Pires.

No futuro, a startup estima conseguir explorar "a integração de serviços de atendimento domiciliário com avanços modernos de atendimento, como sistemas de farmácia online, modelos de telemedicina assistida por enfermeiros, dispositivos domésticos conectados e análises de big data para assistência médica preditiva".

Apesar de ter um centro tecnológico no Porto, esta startup apenas tem serve o setor de assistência domiciliária na Alemanha, onde "é aceite por todos os seguros de saúde alemães".

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