O projeto, conta o fundador Luís Marques, começou como uma espécie de blogue onde o então estudante de programação "publicava covers de qualidade que encontrava pelo YouTube". Mas, "todos os dias" recebia pedidos de cover artists a pedir para publicar as suas versões de temas conhecidos e quem sabe conseguir, deste modo, chegar ao estrelato como artistas como Mia Rose ou Ana Free.
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O ano passado nasceu a Musical Covers, uma plataforma de artistas que funciona como uma "rede social". "Os artistas podem aceder à plataforma efectuando apenas o registo. Não existe qualquer seleção. Todos os artistas têm direito ao seu espaço, porém só os melhores covers obtêm o destaque merecido no Facebook", diz Luís Marques.
Os cerca de mil artistas registados mil artistas, com perto de 3 mil covers, têm aqui acesso a um público que já ronda os 70 mil seguidores na rede social.
"Para já o modelo de negócio é
a publicidade", diz Luís Marques. "Neste momento não está perto de
ser rentável, mas também não é isso que me motiva a
continuar", frisa o promotor de Musical Covers que já viu alguns dos artistas que se deram a conhecer na plataforma tentar mais tarde a sua sorte em programas como o The Voice Portugal, Factor X ou Ídolos.
Mas o programador tem planos para garantir a sustentabilidade da Musical Covers. "O que tenho em papel para rentabilizar o projecto não passa
por publicidade, mas pela criação de serviços interligados entre si", explica, como por exemplo, compra e venda de material musical usado.
E internacionalizar a Musical Covers não está fora dos planos, embora, reconheça, o "YouTube domine por completo este nicho". "Neste momento, quero que o projeto seja uma verdadeira referência a nível nacional, para depois internacionalizar".
Este ano Luís Marques foi um dos vencedores dos Prémios Novos, criados por Fernando Alvim. O projeto Musical Covers ganhou na categoria Internet.