Negócio das escolas de condução em queda livre

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O negócio das escolas de condução está a sofrer uma quebra de entre 30 a 40%, de acordo com duas associações representativas do sector, que atribuem esta perda à crise. Há escolas a fechar e outras a transferirem-se de local para fazer face à diminuição da procura, disseram à Lusa os presidentes da Associação Nacional dos Industriais do Ensino da Condução Automóvel (ANIECA), Eduardo Vieira Dias, e da Associação Portuguesa de Escolas de Condução (APEC), Alcino Cruz.O presidente da ANIECA, associação que representa 750 empresas num universo de 1.100, estima que a quebra no sector ronde os 30%, realçando que "há escolas a fechar e outras a serem deslocalizadas". "No final deste ano e no princípio do próximo vão desaparecer ainda mais escolas", referiu Eduardo Vieira Dias adiantando que o meio começou a ser mais afectado em meados do ano passado. Para o presidente da APEC, entidade que representa cerca de 100 escolas, na maioria da grande Lisboa, a quebra rondará os 40% e foi mais acentuada este ano, apesar de já se sentir desde 2008. "Há menos pessoas a tirar a carta e depois há muitas pessoas que só fazem a primeira parte [teórica] acabando por adiar ou desistir da segunda parte [aulas de condução]", contou Alcino Cruz.Os dois presidentes entendem que os preços dos combustíveis, dos automóveis e dos seguros também contam para as pessoas quando pensam em tirar a licença de condução. Em altura de crise no sector, as promoções em escolas de condução levaram já a ANIECA a decidir chamar a atenção da Direção Geral dos Impostos, das Autoridades da Concorrência e das Condições de Trabalho e da Direção-geral do Consumidor.Eduardo Vieira Dias refere que há escolas a pedir "apenas" 139 euros, o que "reflete bem o modo em que está o setor". De acordo com o presidente da ANIECA este valor não permite a compensação salarial dos profissionais nem pode garantir um bom ensino, além de se tratar de concorrência desleal. De acordo com os dois directores uma carta de condução pode custa em média cerca de 700 euros.

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