Palácio Chiado. Descendente do Marquês de Pombal abre portas a Lisboa

Sete opções de gastronomia, da mais descontraída à Sushic, fazem parte da oferta do Palácio Chiado. O palácio da família do Marquês abre hoje portas.
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História (e com H grande) não falta ao Palácio Chiado. O terramoto de 1755 reduziu o edifício do conde de Vimioso a escombros, mais tarde reconstruído pelo Barão de Quintela. Foi nesse espaço no Chiado que o general Junot se instalou durante as invasões francesas, e muitos anos depois, o palácio chegou às mãos de um descendente do Marquês de Pombal.

Avancemos umas décadas e chegamos a Duarte Cardoso Pinto. O neto do descendente do Marquês viu na saída do IADE (onde estudou design) do palácio na Rua do Alecrim, ainda propriedade da família, a oportunidade de avançar para a criação do conceito Palácio Chiado. Projeto ao qual se juntaram outros dois sócios, os irmãos Gustavo e António Duarte, empresários ligados à Charcutaria de Lisboa no Mercado de Campo de Ourique, para criar um espaço "pensado para os portugueses, para os lisboetas, o que não implica que os turistas não adorem isto".

Até à abertura oficial na quarta-feira decorreram dois anos. Seis meses foram só na recuperação das salas centenárias, nos frescos, nos tetos trabalhados. Na adaptação do espaço de dois andares para acolher ofertas de restauração distintas. Frederico Valsassina assina o projeto arquitetónico, com Elvira Barbosa a assegurar o restauro das pinturas e vitrais. A decoração esteve a cargo da arquiteta Catarina Cabral. Cada sala acolhe uma oferta distinta com um ambiente próprio.

Um bar, com uma carta criada pelo Ás de Copos, acolhe os visitantes à entrada, com a cozinha centenária (e recuperada) no piso zero a apresentar ofertas como os hambúrgueres do Burger & Feikes (do U-try), a carne do Meat Bar (derivado do restaurante Atalho), e o conceito de alimentação saudável com sabor da Local Chiado, espaço da bloguer Maria Gray que criou o Local - Your Healthy Kitchen. No balcão da cozinha ainda espaço para o Páteo do Palácio, uma iniciativa do Páteo dos Petiscos que leva para o Palácio Chiado os petiscos tradicionais portugueses.

Subindo a escadaria deparamo-nos no primeiro andar com os espumantes e cocktails da Espumantaria do Mar, da Espumantaria do Cais, situada numa sala onde o foco da atenção se centra num imponente leão dourado que sobrevoa o espaço, que conta com o acompanhamento do Chef Vítor Hugo (Chef Executivo do Sem Maneiras). A sala do bar liga com a sala onde os frescos registam o rapto das Sabinas, episódio lendário da história de Roma, e onde está a DeLisbon (da Charcutaria Lisboa). Ainda no primeiro andar está o Sushic Chiado que traz as opções de comida japonesa e asiática do Sushic que já lhe garantiram a eleição de um dos melhores restaurantes de sushi do mundo, fora do Japão.

Os preços médios, consoante os pisos, também são distintos: com o piso zero a apresentar uma média de 15 euros por pessoa, valor que sobe para entre os 25 e os 50 euros no primeiro andar.

Duarte Cardoso Pinto não revela o investimento feito no espaço, apenas que foi uma aposta com capital próprio dos sócios e com recurso à banca, e para o qual espera "um retorno rápido". "Está bem montado", reforça. Para o espaço que funciona das 12h às 24h de segunda a quarta-feira e até às 2 de manhã às quintas, sextas e sábados, estão previstas visitas de mil pessoas/dia durante a semana e entre 2 a 3 mil durante o fim de semana. Nos primeiros dias de funcionamento, o Palácio Chiado já recebeu uma média diária de 1500 pessoas.

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