Riqueza gerada pela cadeia alemã Lidl em Portugal atinge os 20 mil milhões de euros 

Estudo sobre o Impacto Socioeconómico revela a contribuição da cadeia de distribuição para o Produto Interno Bruto nacional, entre 2014 e 2022.
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No ano passado o Lidl gerou quase 3100 milhões de euros para a economia. Este foi o valor divulgado pela cadeia de distribuição na apresentação do Estudo de Impacto Socioeconómico, realizado pela KPMG Portugal. Feitas as contas, desde o primeiro ano de análise do estudo - 2014 - o Lidl já contribuiu com quase 20 mil milhões de euros para a economia nacional.

Um contributo que, segundo revelou Bruno Pereira, administrador de compras e marketing no Lidl Portugal, tem vindo a crescer e já representa um peso importante. Só para se ter uma noção, o valor de 2022 representou 1,3% do PIB português. Isto quando, um ano antes, era de "apenas" 1,2%. Já a análise entre 2014 e 2022 permite verificar que o crescimento anual ronda os 9%.

Na elaboração do estudo, a consultora KPMG teve em conta mais do que os resultados financeiros do Lidl. Como explicou Pedro Silva, diretor da KPMG Portugal, na equação também entrou o impacto que a cadeia de distribuição teve ao longo da economia. E assim chega-se ao cálculo que indica que por cada euro gasto no Lidl houve uma repercussão de 1,73 euros na economia.

O diretor da consultora aponta também a análise a três tipos de efeitos: o de primeira linha (ou direto), o de segunda linha (ou indireto) e o induzido. A análise dos três permite verificar que a riqueza gerada pelo Lidl tem um efeito multiplicador na economia. E isso acontece não só em termos de riqueza, mas, e também, no que concerne aos postos de trabalho.

Um ponto que Bruno Pereira frisou foi a aposta da empresa na valorização dos funcionários. O executivo deu como exemplo o salário disponibilizado pelo Lidl. O salário mínimo nacional subiu este ano para 760 euros, mas a companhia definiu como rendimento mensal de entrada os 820 euros.

O estudo revela que, no ano passado, cada posto de trabalho novo no Lidl levou à criação de 9,7 empregos indiretos. A empresa contribuiu, direta e indiretamente, para a geração e manutenção de 85 100 postos de trabalho em Portugal, um aumento de mais de 25 000 postos face ao ano anterior.

O top 3 dos setores onde é gerada mais riqueza é preenchido pelos Produtos de Agricultura, de Produção Animal, de Caça e dos Serviços Relacionados, com 30% do valor ou 925 milhões de euros. Em segundo lugar constam os Produtos Alimentares, com 23% e 712 milhões de euros. O ranking é completo com a Construção de Edifícios, que representa 9% da riqueza e 286 milhões de euros.

Bruno Pereira explica que os dois primeiros setores resultam da atividade de venda do Lidl, enquanto o terceiro é o resultado da estratégia de modernização e expansão das lojas e entrepostos, levada a cabo pela cadeia de distribuição.

O administrador do Lidl aponta ainda que a rede tem, cada vez mais, apoiado a produção local, algo que se tem notado principalmente nos últimos cinco anos, em que adicionalmente ao mercado nacional há um apoio à exportação.

Em jeito de conclusão, Bruno Pereira considera que os valores obtidos pelo Lidl só foram possíveis porque a maior parte do valor (a riqueza gerada) vem do impacto direto - salários, pagamento aos fornecedores e impostos. Na verdade, os números indicam que este vale 178 milhões de euros, o que representa 58% do "bolo" total (o impacto indireto representa 17% e o induzido 25%).

"Os números são reveladores do nosso trabalho e refletem o compromisso que temos com o país. A apresentação deste estudo e as conclusões a que a KPMG chegou, são a prova do nosso empenho diário junto de colaboradores, clientes, produtores e fornecedores. Ver que, ano após ano, continuamos a contribuir e a crescer de forma sustentada para a geração de riqueza e de emprego em Portugal, é uma enorme premissa para continuarmos a investir no nosso caminho, de máxima qualidade ao melhor preço", resume Bruno Pereira.

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