O suíço UBS, que afirmou quinta-feira ter sido vítima de fraude de um dos seus corretores, vai reduzir "massivamente" a sua banca de investimento, o que poderá levar a demissões em grande número, adianta hoje a imprensa suíça.A redução deve ser anunciada a 17 de Novembro, adianta o jornal Tages-Anzeiger, baseado-se em fontes internas de banco. Esta operação terá como consequência a redução de "milhares" de postos de trabalho nessa área, acrescenta o jornal, que afirma ainda que o presidente do UBS, Oswald Grubel, e o presidente do banco de investimento, Carsten Kengeter, apresentarão em breve as suas demissões.O UBS anunciou na quarta-feira que um corretor do banco terá encetado uma fraude até dois mil milhões de dólares. O homem, que foi detido na quinta-feira, é identificado como Kewku Adoboli, de 31 anos, que trabalhava numa divisão do banco em Londres.O banco não identificou a divisão de onde terão saído estas perdas, adiantando apenas num comunicado que as posições dos seus clientes não foram afectadas, mas Kewku Adoboli (como o próprio escreve na sua página da rede social LinkedIn) era 'trader' na divisão Delta1, do braço de investimento do UBS.Numa carta enviada aos trabalhadores do banco, o presidente do UBS, Oswald Gruebel, afirmou que a situação agora detectada "pode levar o UBS a apresentar prejuízos no terceiro trimestre".Estas eventuais repercussões nos resultados do banco levaram hoje a Moody's e a Standard & Poor's a colocarem o rating da dívida a longo prazo do banco suíço UBS sob vigilância negativa.