O investimento captado através dos vistos gold atingiu, em julho, 56 milhões de euros, uma quebra de 37% face ao mês anterior (89,1 milhões), segundo informação divulgada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Nos primeiros sete meses do ano, os vistos dourados geraram 439 milhões de euros de investimento, registando uma quebra de 6,6% face ao período homólogo de 2019 (470,5 milhões).
Em julho, foram atribuídas 108 autorizações de residência para investimento (ARI's), 98 das quais respeitam a aquisição de imóveis (50,3 milhões) e 10 a transferência de capitais (5,7 milhões).
Os chineses lideraram a lista de atribuição de ARI's, com 21 autorizações em julho, seguindo-se os norte-americanos, com 12, e os brasileiros, com 9. No top 5, encontra-se ainda o Vietname (8 vistos gold) e o Líbano (7).
Desde o início deste regime, em outubro de 2012, e até julho deste ano, foram concedidas 9015 vistos dourados, que originaram um investimento global de 5,4 mil milhões de euros. Só com a compra de imóveis foram captados 4,9 mil milhões de investimentos, que se traduziram em 8487 ARI's.
A transferência de capitais garantiu 511 ARI's, por um investimento de 522 milhões. Já por criação de postos de trabalho foram concedidos apenas 17 vistos gold.
Nestes sete anos e meio, a China lidera a lista de atribuição de vistos gold (4652), seguindo-se o Brasil (956), a Turquia (433), África do Sul (370) e Rússia (340).