CEO da Easyjet: "Não perco o sono com a privatização da TAP"

Johan Lundgren defende que estratégia da companhia aérea que lidera passa pelo crescimento orgânico da operação, embora admite aquisições.
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O presidente executivo da Easyjet, Johan Lundgren, afirma que a TAP não lhe tira o sono, realçando que a companhia que lidera vai crescer organicamente. No entanto, ""se houver um negócio que faça sentido do ponto de vista do acionista", admite aquisições, de acordo com uma entrevista ao Jornal de Negócios.

"Estamos a acompanhar de perto, mas não sou obcecado pelo assunto. Não perco o sono com isso. O que será, será. Sabemos que podemos competir com qualquer companhia aérea e se a propriedade da TAP mudar sabemos que podemos competir também. Estamos a acompanhar, a monitorizar, mas não é algo em que gastemos muito tempo. Sentimo-nos muito confiantes com o nosso próprio modelo de crescimento e é aí que reside o meu foco", afirma Lundgren quando é questionado se a Easyjet está a acompanhar a privatização da TAP.

O CEO da Easyjet acrescenta também que nunca pensou que o setor iria atravessar "uma grande onda de transações e consolidações após a pandemia". "Acho que as companhias aéreas que tinham escala e que o poderiam fazer estavam tão sobrecarregadas com os empréstimos que receberam dos governos que os restringiram de fazer transações", prossegue, indicando que seja a Lufthansa, a Air France-KLM ou o grupo IAG a ficar com a TAP, a Easyjet está "totalmente relaxada". "As companhias aéreas tradicionais nunca foram realmente bem-sucedidas quando se trata de operações diretas de baixo custo", atira.

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