O sector da beleza defende um confinamento total semelhante a março para que "o esforço económico que é pedido aos empresários e trabalhadores deste sector, se possa traduzir num efetivo controlo da pandemia". O sector exige que o Governo tome as medidas e apoios económicos "adequados" e que os mesmos sejam "atempadamente, pagos para assim se salvarem empresas e empregos". O sector da beleza profissional emprega cerca de 38 mil pessoas em Portugal.
"Face à realidade que o país atravessa e à situação do sistema de saúde nacional só podemos aceitar, uma situação de confinamento total semelhante ao de março do ano passado, para podermos apoiar os profissionais de saúde que estão na primeira linha e fazer baixar os números da pandemia. Estamos conscientes das dificuldades que o setor atravessa e preocupados com a situação difícil dos nossos profissionais, mas consideramos que nesta fase a prioridade é reduzir o impacto da pandemia do novo coronavírus no nosso país, o mais rapidamente possível, para podermos retomar a atividade o quanto antes", diz Miguel Garcia, presidente da Associação Portuguesa de Barbearias, Cabeleireiros e Institutos de Beleza, citado em nota de imprensa.
"As regras têm de ser iguais para todos os setores de atividade, de forma a que o esforço económico que é pedido aos empresários e trabalhadores deste sector, se possa traduzir num efetivo controlo da pandemia e para que a reabertura, com toda a segurança e num curto espaço de tempo, seja uma realidade", defendem os profissionais em comunicado, considerando que o atual confinamento é seletivo e ineficaz.
"Se é necessário encerrar por duas a três semanas para poder regressar o quanto antes, então encerremos todos", defende Miguel Garcia em apoio ao recente apelo da Ordem dos Médicos.
O sector - que voltou a encerrar portas no novo confinamento - pede apoios e que estes cheguem de forma atempada. "Continuaremos, no entanto, a exigir que o Governo tome as medidas necessárias e os apoios económicos adequados e que os mesmos sejam, atempadamente, pagos para assim se salvarem empresas e empregos", reforça Miguel Garcia.
"As medidas propostas e em cumprimento são as necessárias e adequadas a mantermos a nossa atividade em segurança e não há indicadores de redes de contágio nos estabelecimentos de cuidados pessoais, o que comprovam que são espaços seguros Por estas razões esperamos que, depois do confinamento, os espaços de beleza sejam dos primeiros a reabrir, tal como aconteceu no primeiro confinamento", diz ainda.
A imposição de um número limitado de pessoas dentro de um estabelecimento, acesso aos serviços apenas por marcação; higienização regular do espaço comercial; obrigatoriedade do uso de máscaras, desinfeção e lavagem frequente das mãos pelos profissionais e pelos clientes; desinfeção e esterilização dos utensílios profissionais, bem como a utilização de descartáveis e/ou esterilização dos materiais não descartáveis que são de utilização única foram algumas das medidas adotadas pelos espaços/profissionais depois da reabertura em maio.