78% dos portugueses já compram produtos em segunda mão e querem pagar a prestações

Portugueses estão dispostos a mudar hábitos de compra para proteger o ambiente
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A quase totalidade dos portugueses - 94% - afirmam estar dispostos a mudar os seus hábitos de compra, de forma a conseguirem proteger o ambiente. E, neste sentido, já são 78% dos portugueses que declaram ter preferido comprar artigos em segunda mão, nos últimos 12 meses.

Estas são algumas das conclusões da segunda edição do barómetro Europeu das Melhores Práticas de Compra, realizado pelo Oney Bank, em pareceria com a consultora Harris Interactive. Este estudo é o resultado de um inquérito levado a cabo em Portugal, Espanha e França a mais de três mil pessoas. Segundo as conclusões deste estudo, o mercado dos artigos em segunda mão está em franca expansão, sendo que três em cada quatro europeus refere ter optado por adquirir um artigo que já não é novo. Ou seja, num ano, este mercado registou um aumento de 50% e os artigos mais comprados estão relacionados com mobiliário, lazer e cultura.

Como refere ainda o relatório, os portugueses gastaram uma média de 360 euros em artigos em segunda mão e 322 euros em produtos recondicionados. Já os seus congéneres espanhóis e franceses investiram 301 euros e 297 respetivamente.

E, continuando neste mercado, 57% dos consumidores portugueses diz que pretende continuar a comprar produtos em segunda mão ou recondicionados. Dos restantes inquiridos, metade também planeia manter estas compras.

A justificação para esta mudança de hábitos de compra, para além do encarecimento do custo de vida, é em primeiro lugar o combate ao desperdício (56% a nível europeu e 57% em Portugal) e a sustentabilidade do produto (47% dos europeus e 45% dos portugueses). Entre os critérios de responsabilidade, a redução da pegada de carbono dos produtos comprados é assinalada como o menos importante para os consumidores europeus.

A maioria destas compras é feita, segundo o barómetro Europeu das Melhores Práticas de Compra, online em sites que permitem a compra e venda entre indivíduos (47%) ou em plataformas de compras na internet/plataformas-lojas online (45%), sendo o pagamento fracionado uma opção cada vez mais escolhida. E se houvesse a possibilidade de pagar sempre dessa forma, 76% dos europeus (78% dos portugueses) comprariam mais produtos em segunda mão ou recondicionados, conclui o estudo.

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