A autenticidade é uma tendência?!

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Em relação a marcas e empresas já se fala, há bastante tempo, do facto de que, se estas se querem diferenciar e manter no mercado, devem ter o seu ADN, a sua alma, a sua personalidade...ser autênticas.

E as pessoas? Será a autenticidade individual algo a valorizar nas equipas das organizações?

Se havia dúvidas, o último ano veio-nos colocar à prova neste sentido e evidenciar que, quem mostra a sua autenticidade, a sua essência, está mais preparado para todos os desafios que vão sendo colocados, em novos contextos. Num ambiente de organização, as regras e formas de funcionamento, num local onde há pressa para sermos os melhores, podem limitar o comportamento dos indivíduos, e a forma como atuam pode, nem sempre, corresponder à realidade do que sentem ou vivem.

Ser autêntico é pensar criticamente e tomar a melhor decisão de acordo com aquilo em que acredito que vá ser o melhor resultado. Porque alguém tem uma ideia com a qual eu não concordo, não significa que a aceite "sem dar luta" - de forma responsável, honesta, com poder de argumentação, devo defender aquilo em que acredito e mostrar que este sou eu, isto é o que me define.

E ser autêntico revela-se não só na forma de pensar e de argumentar, mas também no que mostro aos outros. Ser autêntico, nos dias de hoje, é mostrar que nem sempre estamos organizados da melhor forma num escritório "em casa", que improvisámos, e onde o cão ou o filho passam a meio de uma reunião. Ser autêntico é tomar um café mais longo na varanda de casa. Ser autêntico é trabalhar na esplanada e estar focado da mesma forma que no escritório.

Mas ser autêntico não significa que eu não mude. Pelas experiências pelas quais vou passando, pelos exemplos que vejo, pelo que de menos bom me acontece, amanhã posso ser diferente. Ser autêntico também é melhorar e mudar o caminho se for o caso. Isto não distorce a autenticidade, é apenas revelador de maturidade.

Ser autêntico não é achar que se esta é a minha opinião, este sou eu e acabou...isto é ser arrogante! A autenticidade leva-me a partilhar o que penso, da forma como acredito que é correto, mas leva-me, igualmente, a escutar opiniões, a aproveitar os feedbacks dos outros, a ser humilde no sentido da melhoria como pessoa, como colega, como colaborador.

A importância da autenticidade é também evidenciada, cada vez mais, nas redes sociais e nos perfis de Influencers e páginas de empresas e marcas, que conquistam mais seguidores. Queremos ver quem se mostra como é, quem evidencia que nem sempre está tudo bem, que nem sempre tem mil coisas para fazer e a sua vida é perfeita. Gostamos de empresas que nos revelam como é, realmente, trabalhar nas suas dinâmicas, que há dias melhores e dias menos bons, dias com vitórias e outros com derrotas.

E o segredo é simples, é simplesmente sermos quem somos!

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