A minha start-up vai falir em 30 dias: leia o blogue de um empreendedor que falhou

O grande erro da start-up foi ouvir os conselhos dos investidores e transformar a empresa em algo que não era
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Ninguém sabe quem é nem de que start-up se trata. o blogue foi criado ontem, no Tumblr, e chama-se "My Startup has 30 days to live" (a minha start-up tem 30 dias de vida). A ideia do empreendedor anónimo é descrever o fim do seu sonho, no último mês de existência da empresa.

"Através de uma série de eventos infelizes, levei uma startup que construí do zero (e lucrativa) ao foguetão das capitais de risco. Agora está a despenhar-se. Em força." É assim que o empreendedor resume o que está a acontecer na descrição do blogue.

O primeiro texto foi publicado ontem com o título ""Dentro de 30 dias, a minha start-up estará morta." Tudo começou há dois anos, quando o empreendedor se demitiu do emprego e começou a construir a sua ideia. Depois de alguns meses de desenvolvimento, discussões com a mulher, poupanças e noites em claro, decidiu dar o salto. E não se arrepende.

"Esse dia em que me demiti marcou o início de uma viagem épica de montanha russa. Uma que me viu chegar ao topo do TechCrunch [site especializado em tecnologia], contratar empregados e tornar-me uma estrela em ascensão no mundo da tecnologia", escreveu,. Neófitos no sucesso e no dinheiro, receberam uma proposta que parecia a chave que faltava para o estrelato mundial: um lugar numa conhecida incubadora de start-ups.

Aqui está o primeiro alerta. Ele não queria capital de risco, mas toda a gente encorajava o contrário. "Foi aqui que fizemos o primeiro de muitos erros. Ouvimos os nossos investidores."

O autor enumera o que os investidores lhe pediram e que resultou no descalabro da empresa, entre os quais "tornar a funcionalidade X gratuita", "deixar de pensar em receitas, alguém há-de pagar as contas" e "largar aquele cliente enfadonho que gera 80% das tuas receitas, ele é uma distração no caminho para executar A NOSSA GRANDE VISÃO."

O autor decidiu iniciar o blogue durante a noite, porque não conseguia dormir. Diz que vai falar esta semana com o outro co-fundador e que terão de despedir já o primeiro empregado que contrataram, ou não poderão pagar-lhe indemnização porque já não haverá dinheiro.

"Eu não acreditava na porcaria que estava a vender aos investidores. Esta não era a empresa pela qual arrisquei a minha vida para construir."

A história continua hoje, com algumas das lições que ele aprendeu. Leia o blogue

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