Ações da KPN afundam 10% depois de Carlos Slim retirar OPA

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A América Móvil, detida pelo magnata mexicano e um dos homens mais ricos do mundo Carlos Slim, anunciou ontem a retirada da Oferta Pública de Aquisição (OPA) de 70,23% do capital da KPN.

O motivo para a desistência está no facto de ter entendido que a operação seria inviável dada a "obstrução" apresentada pela Fundação que representa os interesses dos pequenos acionistas, que decidiu opor-se à OPA ao comprar 50% do capital da operadora.

De facto, o conselho de administração da Fundação da KPN anunciou no passado dia 29 de agosto o exercício de uma opção de compra de ações que representam 50% do capital. Com esta decisão, a OPA de Slim passou a ser mais difícil uma vez que precisava de alcançar o apoio de 50% do capital da KPN.

O mercado interpretou a retirada da OPA de forma muito negativa e as ações da operadora holandesa estão hoje a afundar 10% para os 2,19 euros.

"As ações tomadas pela Fundação são em detrimento de todos os acionistas da KPN, incluindo os que queriam participar na oferta, assim como em detrimento dos clientes, empregados e outros interessados na KPN que procuram fazer parte de uma empresa sólida com uma visão de longo prazo", afirmou América Móvil em comunicado.

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