O Dolce Vita Braga é o projeto que, desde 2008, aparece em todos os estudos de mercado como o centro comercial que "abre para o ano" e que depois nunca inaugura. Primeiro porque as obras atrasaram e foram resvalando de 2009 para 2010 e para 2011, e depois porque a Chamartín, a empresa que investiu nele mais de 137 milhões de euros, teve de o entregar à banca. Mas, parece que agora há finalmente esperança.
O centro vai abrir este ano, mais precisamente em maio, segundo avança hoje o Diário Económico, mas para isso teve de ser reformulado, uma tarefa para a qual o banco que assumiu a dívida - a Caixa Geral de Depósitos - teve de contratar uma empresa que gerisse shoppings.
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A escolha recaiu sobre a Sonae Sierra, há já cerca de um ano, e a fórmula encontrada pela empresa - que também vai gerir o espaço daqui para a frente - passou por abrir dois pisos em vez dos três que estão construídos, reduzindo assim área dos 75 mil para os 50 mil m2.
"No terceiro estava previsto ficar a restauração e os cinemas. Agora isso passou tudo para o piso de baixo e decidiram fechar o terceiro piso. Além disso, há alguns exteriores que também não vai abrir já", explicou a responsável de retalho da Jones Lang La Salle, Patrícia Araújo. Quer isto dizer que foi também reduzido o número de lojas (eram 165 previstas inicialmente).
O caso do Dolce Vita Braga não é, contudo, o único centro comercial a ir parar às mãos da banca e a ter de ser reformulado. Há outros na mesma situação e um dos casos mais recentes é o Évora Shopping que devia ter inaugurado em outubro 2013, já depois de dois adiamentos, mas que teve de ser entregue ao BES e que está agora em stand by.
"Não temos qualquer previsão de quando poderá abrir porque o banco está a avaliar o projeto", disse Patrícia Araújo.