ANECRA congratula-se com medidas do acordo sobre rendimentos

Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA), no que diz respeito ao setor automóvel, destaca a redução imediata de 2,5 pontos percentuais das taxas de tributação autónoma.
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A Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA) congratula-se com as medidas do acordo de concertação social de médio prazo para a melhoria dos rendimentos, salários e competitividade, alcançado no domingo.

Relativamente ao setor automóvel, a ANECRA destaca a redução imediata de 2,5 pontos percentuais das taxas de tributação autónoma, aplicáveis ao custo associado a veículos híbridos 'plug-in', e à redução gradual da tributação em aproximadamente 10%, durante a vigência do acordo. A associação prevê, com esta medida, uma poupança anual para as empresas na ordem dos 75 milhões de euros.

A associação, que integra a direção da Confederação do Comércio e Serviços (CCP), destaca ainda a implementação de um plano de abate de automóveis ligeiros de passageiros em fim de vida, a executar no quadro da estratégia de mobilidade sustentável, com impactos aos níveis económico, social, ambiental, energético ou segurança rodoviária.

"O Acordo de Médio Prazo para a Melhoria dos Rendimentos, Salário e Competitividade contem iniciativas dirigidas a vários setores económicos, visando responder aos efeitos da atual conjuntura económica, marcada pelas consequências da guerra na Ucrânia, que tem afetado com especial incidência o setor automóvel", afirma em comunicado.

O Acordo de Médio Prazo de Melhoria dos Rendimentos, dos Salários e da Competitividade foi assinado no domingo (véspera da entrega da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano) pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelos representantes da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) assinou o documento antes da cerimónia, enquanto a CGTP recusou formalizar o acordo, alegando que as medidas previstas são "insuficientes" para responder aos problemas dos trabalhadores, reformados e pensionistas.

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