Quem o viu e quem o vai ver. O 266 da Avenida da Liberdade, que albergou o Diário de Notícias durante 150 anos, e que também deu casa ao Dinheiro Vivo, já está a mudar de rosto. Depois de vendido no final do ano passado ao grupo Avenue, o edifício passará a ser residencial. Ao todo, terá apartamentos de várias tipologias, uma loja e parqueamento. A comercialização dos apartamentos arranca na segunda metade deste ano.
"É um edifício extremamente interessante e tem uma riqueza arquitetónica única", afirmou esta terça-feira, Aniceto Viegas, diretor-geral da Avenue.
O antigo Diário de Notícias conta com 6400 metros quadrados, que permitem a construção de 32 apartamentos entre 45 e 400 metros quadrados. As casas serão de várias tipologias - de T1 a T4 -, estando os apartamentos de maior dimensão reservados à parte frontal do edifício.
No topo também haverá surpresas: está a ser construído um estúdio, que será uma verdadeira penthouse com 400 metros quadrados e uma vista privilegiada sobre a Avenida da Liberdade.
A fachada vai ser completamente mantida, até porque este é um edifício Prémio Valmor, bem como as letras que dão nome ao jornal do qual foi sede por várias décadas. O que também ficará no edifício serão os painéis assinados por Almada Negreiros, que compõem a entrada e a loja do edifício.
O edifício foi inaugurado em 1940 e é da autoria do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, que acabaria por vencer nesse ano o Prémio Valmor. O investimento do grupo Avenue neste ativo ronda os 45 milhões de euros.
Há também outros projetos em carteira e só na Avenida da Liberdade contam-se mais dois: Liberdade 203, com 44 apartamentos divididos por 6 pisos, e Liberdade 40, com 16 apartamentos repartidos por sete andares.