António Jorge Gonçalves regressa ao Metro. Agora com Desenhos de Cordel

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Em Subway Life retratou as pessoas que circulavam no metro de cidades como Tóquio, Londres, São Paulo ou Nova Iorque. Dez cidades, 40 desenhos por metrópole que resultaram no livro de ilustração de 600 páginas. Agora o ilustrador António Jorge Gonçalves regressa ao Metro, ao de Lisboa para expor Desenhos de Cordel.

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O convite da MOP, empresa de publicidade exterior que gere a concessão de publicidade do Metro, surgiu na época de Subway Life. Mas, para António Jorge Gonçalves, considerou que as próprias características do espaço, onde a rapidez marca a circulação dos passageiros, não era "o mais indicado para o tipo de desenhos" de Subway Life. A oportunidade surge agora com Desenhos de Cordel, um conjunto 32 de ilustrações (de capa e interiores) criadas para livros de autores de língua portuguesa, como Dinis Machado, Ondjaki ou Mário Carvalho. De fora trabalhos criados por António Jorge Gonçalves para um público mais infanto-juvenil. Os trabalhos expostos, justifica o autor, "tinham de ter coerência". Além disso, "esta minha coleção de desenhos tinha uma carga narrativa muito forte", podendo funcionar de forma autónoma no espaço de exposição.

Desenhos de Cordel arranca no Saldanha, onde fica exposto de 12 a 18 de março, segue para São Sebastião de 14 a 15 de março e termina na Alameda, onde permanece de 26 a 1 de abril. O Linhas (Amarela, Azul e Verde) que recebem ilustrações e inspiram o próprio nome da exposição. "Um piscar de olho à literatura de cordel", diz António Jorge Gonçalves. Uma literatura "feita para consumo popular e daí exposta num cordel", diz. "Estes grandes mupis postos lado a lado numa linha de metro cumprem a mesma forma: fazer chegar os conteúdos às grandes massas".

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