APED. Super fechar às 17h é "uma solução menos má"

O fim da venda ao postigo, a alterações dos horários de funcionamento do retalho, bem como a proibição de campanhas de saldos e promoções foram algumas das medidas de restrição anunciadas esta segunda-feira por António Costa.
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Proibir a venda ao postigo tem impacto em algum retalho especializado, mas alimitação de horário de funcionamento dos super nos fins-de-semana até às 17h e não 13h, como no restante retalho, é uma solução "menos má". Associação PPortuguesa de Empresas de Distribuição (APED) acredita que o fim das campanhas de saldos e promoções, anuncidas esta segunda-feira pelo Governo, não se aplica ao retalho alimentar.

"Esta decisão de acabar com a venda ao postigo tem efeitos que não são positivos nas operações de algum retalho especializado que ainda mantinha as operações com o mínimo indispensável para poder servir os clientes nessa modalidade. Entende-se, mais uma vez, o Governo quer diminuir a circulação de pessoas e entendeu que esta era uma possibilidade real de diminuir o fluxo", reage Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, em declarações ao Dinheiro Vivo.

O fim da venda ao postigo, a alterações dos horários de funcionamento do retalho, bem como a proibição de campanhas de saldos e promoções foram algumas das medidas de restrição anunciadas esta segunda-feira por António Costa para vigorar durante o confinamento para reduzir o tráfego de circulação de pessoas. De acordo com o primeiro-ministro, face ao fim-de-semana anterior apenas 30% dos portugueses reduziu movimentações.

"Isto são medidas que o Governo toma em resultado do que se conseguiu observar no fim-de-semana com uma diminuição insuficiente do tráfego de circulação de pessoas. Registamos estas alterações de horários que, apesar de tudo ainda permitem que haja uma normalidade possível no retalho especializado que ficou aberto, e houve o bom-senso de não limitar o retalho alimentar ao fim-de-semana às 13h como tinha acontecido antes e limitar até às 17h. É uma solução que entendemos menos má", diz Gonçalo Lobo Xavier.

O limite de hohorário às 13h nos super foi levantado no atual Estado de Emergência pelo Governo para se evitar aglomerações às portas das lojas de retalho alimentar.

"Voltamos a níveis de confinamento mais próximos do que tivemos em março. Esperamos que haja também bom-senso e civismo dos cidadãos para que os números baixem e possamos ter uma esperança maior do que ai vem", refere.

Relativamente ao fim das campanhas, saldos e promoções, Gonçalo Lobo Xavier acredita que se aplica apenas ao retalho não alimentar. "Temos de ter mais informação sobre ao que o primeiro ministro se referia ao proibir essas promoções, mas julgo que não se estaria a referir seguramente ao retalho alimentar, uma vez que, como se sabe, mais de 50% das vendas do retalho alimentar em Portugal são feitas em promoção", diz. "

Admitimos que se estava a referir a campanhas e saldos que atraem muitas pessoas às lojas. É um sinal que tem de ser dar para não aumentar o tráfego."

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