Apelos ao boicote crescem para que McDonald's e Coca-Cola saiam da Rússia

Críticas têm subido de tom nas redes sociais e #BoycottMcDonalds e #BoycottCocaCola foram tendências no Twitter na segunda-feira e no fim de semana.
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Crescem nas redes sociais os apelos ao boicote para que as gigantes norte-americanos McDonald"s e Coca-Cola saiam da Rússia, na sequência da invasão à Ucrânia, divulgou a BBC News.

De acordo com a estação britânica as críticas às duas cadeias têm vindo a aumentar por não se terem manifestado sobre a ação russa e ainda manterem as suas operações, naquele país do Leste. Os comentários negativos têm vindo a subir de tom e #BoycottMcDonalds e #BoycottCocaCola foram tendências no Twitter na segunda-feira e no fim de semana.

Aliás, Doborah Maden, a conhecida investidora no programa de televisão Dragon"s Den, recorreu ao Twitter para apelar aos seus seguidores que parem de consumir Coca-Cola, de forma a mostrar à empresa um pouco de "poder do povo". A BBC tentou obter reações das duas empresas, mas sem sucesso.

Segundo a BBC os apelos abrangem ainda a KFC, Pepsi, Starbucks e Burger King para que também parem de vender na Rússia, fechando as suas lojas.

Muitas das empresas que a BBC contactou têm um grande número de lojas no país. A rede de fast food KFC chegou aos 1000 restaurantes na Rússia no ano passado. O McDonald's revelou no seu site que tem 847 lojas na Rússia.

Para Ian Peters, diretor do Institute for Business Ethics, esta não é uma altura de inação. "O mundo provavelmente julgará as empresas pelo que elas fazem em tais circunstâncias, e o julgamento ético será tão importante quanto cumprir quaisquer regulamentações e sanções governamentais", declarou, aconselhando ainda as empresas a olharem para o panorama geral e procurarem fazer a coisa certa, "colocando o interesse mais amplo acima do lucro de curto prazo".

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