Aplicação de mobilidade Free Now sai de Portugal a 3 de abril e indemniza funcionários

A plataforma, que permite chamar táxis e TVDE, vai encerrar a operação numa lógica de contenção de custos e assegura que vai compensar os trabalhadores que serão despedidos. Uber e Bolt ficam, assim, a dominar o mercado português de transporte individual.
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A plataforma eletrónica Free Now, que permite chamar táxis e motoristas de transporte individual (TVDE), vai deixar de operar em Portugal, segundo uma comunicação enviada aos clientes: "A partir das 23h59 do dia 3 de abril de 2023, a Free Now irá encerrar em Portugal".

A empresa alemã, uma das primeiras a entrar em Portugal com este tipo de serviço, afirma que "foi uma decisão difícil de tomar". E acrescenta: "Estamos extremamente gratos por todos os passageiros e motoristas que melhoraram a nossa estadia em Portugal".

Com o encerramento da atividade da Free Now, Uber e Bolt passam a dominar, sozinhas, o mercado português de TVDE.

Na mensagem enviada aos clientes, a Free Now esclarece, contudo, que continuará "presente para viagens europeias", "seja para pedir um táxi, um carro privado, uma scooter, uma trotineta, uma bicicleta elétrica ou uma viagem partilhada". Em Lisboa, vai manter o serviço para reservar scooters através da app Cooltra, segundo a mesma nota enviada aos consumidores.

Sediada na Alemanha e com um universo de 1 850 funcionários, a Free Now surgiu após a fusão das aplicações de transporte Kapten (antiga Chauffeur Prive) e MyTaxi. A plataforma apenas liga motoristas de Táxi e TVDE a passageiros. Ou seja, não emprega condutores nem funciona como prestador de serviços de mobilidade, como a Uber ou a Bolt.

Questionada pela Lusa, a empresa avançou, a partir da sua comunicação em Espanha, que "para colocar a Free Now numa posição de sucesso a longo prazo, a empresa procura aumentar o seu foco na rentabilidade e melhorar a eficácia dos seus custos".

"Como parte desta orientação estratégica, a Free Now tomou a decisão de cessar o seu investimento no mercado português", explicou a plataforma à Lusa.

"Todos os funcionários que trabalhavam neste mercado serão afetados", revelou à Lusa, garantindo que "será oferecida uma indemnização a cada pessoa afetada com base na sua localização geográfica e permanência."

A Free Now está presente em mais de 170 cidades europeias.

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