Aplicação Roger chega ao fim. Mas há projeto novo na manga

Depois de um milhão em investimento, a Roger chega ao fim. Mas os fundadores da startup não vão baixar braços: vem aí a Fika
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É o fim da Roger, a aplicação que permite a um smartphone funcionar como um walkie-talkie para qualquer parte do mundo. A decisão foi esta quarta-feira anunciada por Ricardo Vice Santos, o português que deixou o Spotify. A Roger contava há um ano já com cerca de um milhão de dólares de investimento.

Mas os fundadores da startup não vão baixar braços: vem aí a Fika. "Quando analisámos que tínhamos construído, as lições que aprendemos e [o que tinham a dizer] os utilizadores mais fiéis do produto, um «Roger para o trabalho» surgiu como um próximo passo natural", escreveu o português numa publicação na plataforma Medium.

Fika é o termo sueco para coffee break. Será também uma aplicação semelhante em praticamente tudo à Roger, só que "reforçada com recursos profissionais e um novo foco no vídeo". Dois anos depois do lançamento da aplicação mãe, a equipa registar o feedback dos utilizadores, chegando a três conclusões que conduziram a este novo projeto: "os grupos são fundamentais para a comunicação", "uma plataforma de comunicação deve ser flexível" e "a plataforma deve ser aberto e compartilhável".

Para o projeto Fika, Ricardo Vice Santos, que no ano passado foi considerado uma das personalidades mais criativas do mundo, está a trabalhar em estreita colaboração com uma vasta gama de profissionais, incluindo professores, empresários e médicos, que testam a nova app enquanto estão em movimento, em reuniões de trabalho e através de comunicações por mensagem.

Assim sendo, a equipa decidiu remover a Roger das lojas de aplicações a partir de 15 de março e, neste momento, está a transferir alguns dos utilizadores para o novo projeto. "É o fim de uma viagem, mas mais importante é o começo de uma outra", escreve Ricardo Vice Santos.

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