E se ao estudar agronomia se puder ajudar aqueles que mais precisam? Foi isso mesmo que se propôs fazer o projeto SolidarISA, uma iniciativa de empreendedorismo e voluntariado social fruto de uma parceria entre o Instituto Superior de Agronomia (ISA) e o Banco Santander Totta. Decorridos 6 anos sobre o seu lançamento, o programa que leva os produtos agrícolas criados durante as aulas às famílias carenciadas está atrair a cada vez mais alunos desta instituição académica.
Foi o caso de Diogo Pacheco, vindo de Portalegre, e de António Lourenço, de Vendas Novas, ambos com 23 anos e engenheiros agrónomos a fazer o seu 3.º ano de mestrado - o primeiro na especialidade de Hortofruticultura e o segundo na de Agropecuária -, que estão no programa desde 2013. Ou de Matilde Negrão, outra engenheira agrónoma mas de 21 anos e de Lisboa, cujo mestrado é virado para a enologia e viticultura. Sendo mais recente ainda, Matilde só entrou para o SolidarISA este ano e já é "líder das couves", fazendo questão de salientar que é "a primeira rapariga como líder do projeto".
A ideia surgiu em 2011 e partiu de um grupo de alunos do ISA. Objetivo: aproveitar os recursos do Instituto Superior de Agronomia e fazer chegar ao Banco Alimentar os resultados de cada atividade agrícola desenvolvida nos terrenos da instituição, sejam eles os produtos semeados e plantados ou dinheiro da sua venda.
Hoje o projeto conta com 300 estudantes voluntários e uma área de cultivo que, no final de 2016, atingiu os 7,5 hectares. Entre couves, trigo-rijo (para massas alimentícias), grão e alface, foram produzidas cerca de 47 toneladas de produtos cujo valor comercial rondou os 50 mil euros.
"O apoio do Santander é muito importante porque sempre que é preciso desenrascar alguma coisa, temos a verba do Santander (...) e as coisas acontecem", afirma Diogo Pacheco num vídeo de promoção do Programa SolidarISA. "Sem o apoio do Santander, isto não seria possível", remata o jovem engenheiro agrónomo.