Associação de Capital de Risco alerta que "Portugal precisa muito de atrair capital estrangeiro"

Fundos defendem que vistos gold devem continuar a ser atribuídos a quem transferir capitais no montante igual ou superior a 1,5 milhões de euros.
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"Portugal precisa muito de atrair capital estrangeiro para dinamizar o desenvolvimento económico-empresarial, científico e tecnológico, social e cultural do país", afirma Luís Santos Carvalho, em comunicado, depois de a Associação Portuguesa de Capital de Risco (APCRI), à qual preside, ter alertado o secretário de Estado das Finanças, João Nuno Mendes, para as "consequências desastrosas" de alargar o fim dos vistos gold para o investimento imobiliário às restantes áreas - medida prevista no pacote Mais Habitação -, nomeadamente às que resultem em investimento estrangeiro nas empresas.

Luís Santos Carvalho chama ainda a atenção para a pouca capacidade de atração de investidores internacionais para o capital de risco, sendo que em Portugal os investidores internacionais representam apenas 37,8% dos fundos angariados, enquanto a média da União Europeia é de 72%.

Para colmatar esta falha e incrementar o investimento internacional em Portugal, a APCRI defende a atribuição de Autorização de Residência para Investimento (ARI) nas áreas que permitam a criação de emprego e de empresas; para o investimento de capitais em fundos e capital de risco vocacionados para a capitalização de empresas portuguesas; no apoio à investigação e desenvolvimento tecnológico e científico; e no apoio ao mecenato artístico.

Neste sentido, a associação defende que devem continuar a ser atribuídos vistos gold a quem transferir capitais de montante igual ou superior a 1,5 milhões de euros e a quem criar pelo menos dez postos de trabalho.

Igualmente, a APCRI defende ainda que as ARI devem estar disponíveis para quem aplicar mais de 500 mil euros em atividades de investigação científica, na constituição de sociedades com um mínimo de cinco trabalhadores permanentes por um período de três anos e em fundos de capital de risco vocacionados para a capitalização de empresas nacionais.

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