Em comunicado, a Acréscimo explica que "das centenas de milhões de euros de fundos públicos anunciados para o Proder [instrumento estratégico e financeiro de apoio ao desenvolvimento rural do continente, aprovado pela Comissão Europeia para o período 2007-2013] apenas se concretizaram cerca de 37,6%".
Por isso, a associação desconfia que a nova tranche de investimento terá um nível de concretização semelhante.
"Tendo em conta que a execução física de programas anteriores ficou também muito aquém do inicialmente anunciado, seria interessante que o secretário de Estado explicasse por que razão irá agora ser diferente", refere no mesmo comunicado.
A Acréscimo questiona também se o valor em causa irá contribuir para "a sustentabilidade das florestas, para a sustentação das populações rurais, para o combate ao despovoamento e ao avanço da desertificação" ou se vai "continuar a ser direcionado para o protecionismo a grupos industriais" para "garantir assim uma política de preços baixos na oferta".
Na quarta-feira, o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, disse no parlamento que o Governo vai afetar 540 milhões de euros para a Estratégia Nacional para as Florestas até 2020.
Numa audição na comissão parlamentar de Agricultura e Mar, Francisco Gomes da Silva sublinhou que outras verbas podem ser disponibilizadas em outras áreas do quadro orientador da política florestal, mas referiu que os 540 milhões de euros correspondem a fundos nacionais e da União Europeia, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Regional.
A Estratégia Nacional para as Florestas foi aprovada em 2006, pelo Governo de José Sócrates.