Augmanity. Projeto para criar Indústria 4.0 em Portugal já investiu seis milhões de euros

Consórcio liderado pela Bosch e que inclui empresas como Huawei, Altice e IKEA, já envolveu mais 300 pessoas participantes e 200 investigadores. 'Budget' total é de 8,3 milhões de euros para investir em 5G, inteligência artificial e robótica na indústria nacional.
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A Bosch e a Universidade de Aveiro (UA) revelaram esta terça-feira que o projeto Mobilizador Augmented Humanity (Augmanity) já executou cerca de 6 milhões de euros do total planeado (8,5 milhões de euros), e contou com a participação de mais 300 pessoas participantes e 200 investigadores.

O Augmanity representa um consórcio liderado pela Bosch, mas que conta com a participação de empresas como IKEA, Huawei, Fraunhofer, OLI, Altice Labs. A Universidade é o parceiro científico estratégico. A ideia deste projeto é desenvolver soluções que potenciem a competitividade da indústria portuguesa. No fundo, prevê criar condições para enquadrá-la no conceito Indústria 4.0, até 2023. O projeto foi lançado em abril de 2021, sendo que para a Bosch (sobretudo para a de Aveiro, onde está a divisão de Termotecnologia) os planos são ambiciosos. A empresa previa 20 milhões de euros de investimento (8,5 milhões via Portugal 2020). Tudo para que ter 5G, ergonomia industrial e robótica, data science, Intligência Artificial, Realidade Virtual e Aumentada na indústria nacional.

Ora, neste momento, o consórcio já está a implementar 5G e a melhorar a robótica e a analítica na indústria nacional.

A Bosch de Aveiro foi uma das primeiras fábricas em Portugal com uma rede 5G nativa - ou seja, todos os equipamentos suportados exclusivamente em 5G.

"Toda a rede 5G de chão de fábrica foi especificada em parceria com o Instituto de Telecomunicações da Universidade de Aveiro e a Altice Labs, estando esta última a desenvolver um equipamento especializado na adaptação dos protocolos de comunicação das máquinas industriais, permitindo a sua integração na rede 5G do chão de fábrica, independentemente da sua geração. O espetro 5G utilizado no projeto é disponibilizado pela Altice", detalha a Bosch e a UA em comunicado.

Na área de robótica, - "outra área em destaque" -, o consórcio tem alcançado resultados "muito promissores" no no desenvolvimento de uma célula colaborativa preparada na Universidade de Aveiro, "cujo arranque de testes industriais está previsto para os próximos meses".

Outra área de investigação envolve analítica. Já há "processos implementados com recurso a machine learning, que permitem dotar as máquinas de capacidade de autodiagnóstico, ou seja, as máquinas ganham a capacidade de propor intervenções técnicas de forma a evitar possíveis paragens por avaria, recorrendo a tecnologias de Internet das Coisas industrial, muitas vezes com recurso a 5G".

A Bosch também revela que "um dos primeiros projetos de indústria 4.0 que tem na sua organização é a participação de uma escola de saúde, nomeadamente a Escola de Saúde da Universidade de Aveiro, de forma a otimizar a utilização da tecnologia em proveito das condições de trabalho dos trabalhadores".

"Toda a tecnologia desenvolvida conta adicionalmente com o suporte de uma inovadora plataforma de gestão de pessoas no chão de fábrica, desenvolvida pela própria Bosch Termotecnologia com a participação da Universidade de Aveiro, Instituto Fraunhofer Portugal, IKEA Industry e OLI, cobrindo todas as dimensões, desde as competências, formação, segurança e saúde ocupacional, e otimização da adequação do colaborador à função desempenhada por análise holística de todas as dimensões relevantes", conclui a nota enviada.

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