O governo fez alguns ajustes no calendário da valorização da antiguidade dos assistentes operacionais, segundo a proposta apresentada esta quarta-feira às três estruturas sindicais da Função Pública: FESAP, Frente Comum e STE.
Assim, no próximo ano, o aumento extra irá abranger 38 mil assistentes operacionais com mais de 30 anos de serviço quando na proposta inicial apenas 19 722 trabalhadores com mais de 35 anos de carreira teriam direito ao aumento. Em contrapartida, a valorização será inferior em janeiro: em vez do incremento de 156 euros, que corresponde à atualização de 52 euros mais dois saltos no nível remuneratório (104 euros), será de 104 euros, que é a soma do aumento geral com a subida de um nível, segundo informações veiculadas ao Dinheiro Vivo pelo secretário-geral da FESAP, José Abraão, no final de mais uma reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, Inês Ramires.
Em janeiro de 2024, os mesmos trabalhadores subirão então mais um nível (mais cerca de 52 euros).
Ainda segundo a nova proposta os assistentes operacionais que tiverem entre 24 e 30 anos de serviço em 31 de dezembro de 2024 sobem uma posição remuneratória em 2025 e os que em dezembro de 2025 tiverem entre 15 e 24 anos de serviço aumentam uma posição salarial em janeiro de 2026.
O líder sindical disse ainda que na próxima semana haverá novas reuniões com o governo sobre as carreiras especiais de grau complexidade 2 e 3 para e definir prioridades para as carreiras que faltam rever.
Ao todo, serão abrangidos cerca de 121 mil trabalhadores, mais seis do que os 115 mil inicialmente previstos pelo governo, segundo José Abraão. A medida terá com impacto global, ao longo da legislatura, de 138 milhões de euros.
Fora desta valorização pela antiguidade ficam os trabalhadores das categorias de encarregado operacional e de encarregado geral operacional, que pertencem à mesma carreira de assistente operacional.