Avaliação bancária subiu 7,6% em julho para 1 525 euros por metro quadrado

Foram realizadas, em julho, 25 mil avaliações bancárias, o que representa um crescimento de 8,1% face ao mês anterior, mas uma redução homóloga de 13,1%
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O valor médio da avaliação bancária na habitação foi de 1 525 euros por metros quadrado em julho, o que representa um aumento de sete euros face a junho e de 7,6% comparativamente a igual mês de 2022. Em causa estão 25 mil avaliações bancárias realizadas no passado mês de julho, o que corresponde a um crescimento de 8,1% face ao mês anterior, mas a uma redução homóloga de 13,1%.

Os dados são do Instituto Nacional de Estatística e mostram que todas as regiões apresentaram aumentos face ao mês anterior, exceto a Região Autónoma dos Açores, com uma ligiera quebra de 0,1%. O aumento mais expressivo, de 3,3%, foi na Região Autónoma da Madeira.

Comparativamente a julho de 2022, o valor mediano das avaliações variou entre o máximo de 20,5% de aumento na Região Autónoma da Madeira e os 6,7% de crescimento na região Norte.

Já na análise por tipologias de habitações, o valor mediano de avaliação bancária dos apartamentos foi 1 698 euros/m2, tendo um aumento de 7,8% relativamente a julho de 2022. Os valores mais elevados foram observados no Algarve (2 187 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (2 048 euros/m2), tendo o Alentejo registado o valor mais baixo (1 115 euros/m2). A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (27,3%) e o Norte o menor (7,4%).

Comparativamente ao mês precedente, junho de 2023, o valor de avaliação subiu 0,4% para 1 698 euros/m2, registando a Região Autónoma da Madeira o maior acréscimo (3,6%) e a Região Autónoma dos Açores a única descida (-3,1%). O valor mediano da avaliação para apartamentos T2 desceu 4 euros, para 1 723 euros/m2, tendo os T3 subido 6 euros, para 1 498 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 78,9% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise, refere o INE.

Quanto às moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi, em julho de 2023, de 1 184 euros/m2, mais 4,9% do que em igual mês do ano anterior. O Algarve (2 144 euros/m2) e a Área Metropolitana de Lisboa (2 022 euros/m2) lideram com os valores mais elevados, tendo o Centro e o Alentejo registado os valores mais baixos (960 euros/m2 e 1 026 euros/m2, respetivamente). O Alentejo apresentou o maior crescimento homólogo (12,6%). Não houve reduções do valor em nenhuma região.

Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 0,9%. O Alentejo apresentou o crescimento mais elevado (2,0%), ocorrendo uma única descida na Região Autónoma da Madeira (-0,2%). O valor mediano das moradias T2 e T3 subiu 9 euros em ambas, para 1 159 euros/m2 e 1 156 euros/m2 respetivamente, enquanto a tipologia T4 subiu 15 euros, para 1 266 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,6% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

Sublinha o INE que, de acordo com o Índice do valor mediano de avaliação bancária, em julho de 2023, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, a Região Autónoma da Madeira e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação 42,7%, 33,9%, 8,3% e 3,7%, respetivamente, superiores à mediana do país.

Beira Baixa, Alto Alentejo, e Alto Tâmega foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-47,5%, -47,3% e -46,6% respetivamente).

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