Aveiro tem 130 milhões de euros de investimentos estratégicos para candidatar

Para a transformação digital e atração de talento, através do Aveiro Tech City vão três milhões de euros a propor, e o dobro para ampliar as zonas industriais, agora denominadas áreas de acolhimento empresarial.
Publicado a

O presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, apresentou esta sexta-feira os "Investimentos Estratégicos para o Município", que totalizam cerca de 130 milhões de euros, a candidatar ao financiamento dos fundos europeus 2030.

Repartidos por uma dezena de tipologias de investimento diferentes, os projetos correspondem tanto a objetivos que acabaram por não beneficiar do anterior quadro comunitário 2020, a que Ribau Esteves chamou "ideias maduras", como de novas ideias, algumas com estimativas de custo mais grosseiras, outras nem tanto porque estão mais adiantadas.

Na Educação merecem destaque a "profunda reabilitação" do Conservatório de Música e a construção de novas instalações para a Escola Secundária Homem Cristo, com um investimento previsto de 20 milhões de euros.

Na Saúde, permanece a dúvida se o atual Centro de Saúde de Aveiro é para reabilitar ou para dar lugar a um novo edifício, o que depende da tutela, mas já há certezas quanto à Unidade de Saúde de Nossa Senhora de Fátima, sendo a dotação de 4,5 milhões de euros.

Quanto à reabilitação urbana, prevê-se a qualificação do Bairro da Beira-Mar, com 9,5 milhões de euros, e o tratamento urbanístico da antiga fábrica da Vitasal (3,5 milhões de euros), onde vai nascer um lago idêntico ao da Fonte Nova, o que, frisou o presidente da Câmara, vai contribuir para aumentar a capacidade de retenção da água em períodos de chuva intensa. Uma segunda ponte sobre a eclusa vai ser construída, ficando cada ponte com um sentido e via ciclável.

Outra obra relevante será o desnivelamento da Avenida Europa na que é conhecida como rotunda do Rato, para o que são apontados cinco milhões de euros.

Na Cultura, com 18 milhões de euros de dotação, figura uma das intervenções que não chegaram a ser feitas na vigência do programa 2020 que é no Museu Santa Joana, para acabar com o problema de infiltrações de água na parte mais antiga do edifício, bem como a reabilitação do Centro Cívico de Aradas, e a recuperação da antiga biblioteca para albergar o Museu de Cerâmica Artística, entre outros investimentos.

Somam-se a isso oito milhões de euros para a produção cultural de Aveiro como Capital Portuguesa da Cultura, tendo dois milhões de euros já garantidos pelo Governo.

Os Mercados e Feiras é uma rubrica com 28,5 milhões de euros inscritos, a maior parte (26,5 milhões de euros) destinados à ampliação do Parque de Feiras e Exposições, com o aumento da área descoberta, um pavilhão multiúsos e a reformulação dos acessos viários.

Jardins e Espaços Verdes é outro dos itens apresentados, com 2,5 milhões de euros previstos, sendo 1,5 para o futuro Parque das Barrocas e um milhão de euros para o corredor verde São Bernardo/Vilar.

Para a transformação digital e atração de talento, através do Aveiro Tech City vão três milhões de euros a propor, e o dobro para ampliar as zonas industriais, agora denominadas áreas de acolhimento empresarial.

"Temos imenso para fazer e nem tudo vai caber no financiamento dos fundos comunitários, mas cumprimos (com o quadro 2020) e queremos mais", concluiu Ribau Esteves.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt