Azul oferece pilotos à chinesa HNA para cortar custos

A companhia fundada por David Neeleman vai passar até 100 pilotos dos seus quadros para a parceira chinesa. Não estão previstas cedências à TAP
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A Azul vai ceder até 100 pilotos à parceira chinesa HNA. A passagem faz parte de uma reestruturação que a companhia de aviação brasileira está a enfrentar e que envolve o corte de rotas e aviões. Apesar de parceira da TAP, a companhia portuguesa não prevê receber quadros da brasileira.

Os pilotos da Azul, 1,7 mil de acordo com o jornal brasileiro Valor Econômico, terão à sua disposição um concurso de duas fases que envolve treino e despesas pagas pela companhia chinesa. Os que vencerem o processo poderão trabalhar na China durante três anos, ao serviço das empresas do grupo Hainan - Tianjin Airlines, Lucky Air ou Grand China Airlines.

A desaceleração da indústria da aviação brasileira a reboque de uma economia cada vez menos próspera está a obrigar a uma reestruturação do negócio da Azul. A companhia liderada por David Neeleman vai entregar 20 aviões ainda este semestre e, até final deste ano, deverá cortar em 7% a oferta de lugares disponíveis. Perante menos aeronaves, há também menor necessidade de tripulantes.

Já em fevereiro, a empresa mostrou-se disponível para dar uma licença sem vencimento aos pilotos que desejassem "realizar projetos pessoais ou profissionais" entre seis a 24 meses. Agora, disponibiliza-se para ceder tripulantes à sua acionista chinesa (que detém 27,5% do capital da brasileira).

Apesar de a Azul ser parceira da TAP e subscritora do novo empréstimo obrigacionista de 90 milhões de euros aprovado na semana passada, não está prevista a vinda de pilotos da brasileira para Lisboa, confirmou fonte oficial da TAP ao Dinheiro Vivo.

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