O grupo CTT informou esta quinta-feira que atualizou a estratégia para o Banco CTT, passando a incluir a meta de registar lucros antes de impostos entre 25 e 30 milhões de euros em 2025, segundo uma nota veiculada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
A "ambição de atingir um RAI [resultanto antes de impostos] de 25-30 milhões de euros em 2025, já incorporando investimentos relevantes em plataformas-chave, equivalente a um RoTE [retorno tangível] de 11-13% em 2025, acima da aspiração comparável divulgada no Capital Markets Day [em junho de 2022]", corresponde ao objetivo de alcançar a rentabilidade do negócio bancário.
A par desta meta, o Banco CTT prevê o crescimento acelerado dos volumes de negócio esperados até 2025, de 9% para 15% de taxa média de variação anual. A meta é atingir um volume total de sete mil milhões de euros.
Esta evolução do negócio será suportada pelo crescimento da carteira de clientes. Se atualmente o banco tem 625 mil contas - o equivalente a 700 mil clientes -, no final de 2025, o Banco CTT prevê ter entre 700 a 750 mil contas.
O reforço da posição de capital no banco é outra meta até 2025, considerando a descontinuação dos cartões de crédito Universo, que libertarão mais 300 milhões de euros de ativos ponderados pelo risco, e o "aumento de capital da Tranquilidade/Generali (+25 milhões de euros)", que ainda aguarda aprovação regulatória mas que "conduzirá a uma maior flexibilidade na gestão".
A atualização da estratégia é justificada pelos CTT com o atual número de clientes, mas também pelo "renovado ambiente macro, a nível económico e financeiro, com taxas de juro positivas e mais elevadas", bem como pelos efeitos da parceria com a Tranquilidade/Generali.