A actividade económica nacional contraiu 2.9% em Outubro e indicador de consumo privado recuou 3,9%, sendo este o valor mais baixo da série registada pelo Banco de Portugal.
A economia continuou a cair em Outubro, com uma quebra homóloga de 2,9%, mantendo a tendência decrescente iniciada em Julho de 2010, revelam os Indicadores de Conjuntura do Banco de Portugal. O abrandamento das exportações é um dos factores que explica esta situação.
Já o indicador que mede a evolução do consumo privado, revela que este voltou a cair no mês passado sendo este já o décimo sétimo mês consecutivo de quebra. Na série do Banco de Portugal não há sequer registo de um valor tão negativo desde 1978.
As reduções nas vendas de carros no trimestre terminado em Outubro (-35,7% em termos homólogos) e de material para construção (as vendas de cimento quebraram 18,5%) explicam parte da quebra registada no consumo privado.
A falta de dinheiro entre os particulares e empresas não se reflecte apenas no consumo. Também na concessão de crédito o BdP continua a registar forte abrandamento, traduzido na redução das taxas de variação anual de -07% (nas empresas) e de -1,2% (famílias). Em ambos os casos a diminuição se acentuou face ao mês anterior.
Os indicadores medidos pelo Banco de Portugal para a actividade económica evidenciam o clima de agravamento da recessão na recta final do ano, estando em linha com os que foram também hoje divulgados pelo INE.