Bancos fecham à hora de almoço por falta de clientes

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Os bancos estão a fechar alguns balcões à hora do almoço. A

menor afluência dos clientes e a maior utilização dos canais

remotos (ATM, Internet Banking e Banca Telefónica), são as

justificações apontadas para o ajuste de horário. Ainda assim,

embora os bancos não o admitam, a crise, a necessidade de

desalavancar os balanços e de reduzir custos podem ser outra das

razões para a gestão mais racional dos horários das agências.

Os próprios banqueiros admitiram, nas apresentações de

resultados, o fecho de agências sempre que a rentabilidade do balcão

seja negativa.

Os cinco grandes bancos, a par de outras instituições

financeiras mais pequenas, têm agências com horários distintos. Os

balcões que estão situadas em centros comerciais têm horários

mais alargados e fecham mais tarde, estando mesmo alguns abertos ao

fim de semana, como é o caso do Activobank, do grupo Millennium bcp.

Já as chamadas agências de rua têm horários que vão das 8h/8h30

até às 15h00.

Para já a percentagem de agências que fecha à hora de almoço

ainda é pequena, mas esta é uma tendência crescente.

"Até há uns anos, pelo menos até à explosão dos canais

de internet, era imprescindível ter as agências abertas à hora de

almoço pela elevada afluência de clientes a essa hora. Os tempos

hoje são outros. Utilizam-se cada vez mais outros canais, que além

de permitirem realizar as operações a qualquer hora do dia não

implicam deslocar-se à agência. E a tendência vai ser essa",

adiantou um administrador de um banco, ao Dinheiro Vivo.

O BCP - que no final de junho deste ano contava com 862 sucursais

- tem cerca de 12% que encerram à hora de almoço (das 12h às 13h

ou das 13h às 14h).

Esta situação verifica-se essencialmente em dois cenários: "Nas

sucursais do interior, onde não há grande movimento e, por isso,

não há necessidade de ter o balcão aberto à hora de almoço; e

nas zonas urbanas onde há uma alternativa , ou seja, onde há um

serviço de complementaridade", adiantou fonte oficial do BCP,

ao Dinheiro Vivo.

Também o BPI admite que, em algumas zonas, as agências encerram

à hora de almoço. "É uma percentagem residual de agências,

mas são sobretudo em zonas mais do interior. Nos centros urbanos

isso já não acontece", acrescentou fonte oficial do banco.

Também o BES e o Santander Totta (10% dos balcões) têm balcões

que encerram à hora de almoço, o que demonstra que esta não é uma

prática apenas de algumas instituições mas sim uma tendência do

sector, acompanhada inclusive por bancos mais pequenos e até

estrangeiros.

No caso do Barclays, são 90 as agências que fecham à hora de

almoço. "Tendo em consideração o número crescente de

clientes que fazem a maioria dos seus movimentos através de canais

remotos, bem como o número de visitas às agências em determinadas

localidades e horários, consideramos ser mais eficiente e adequado o

encerramento dessas agências no período de almoço", adiantou

fonte do Barclays.

Por isso, se pensa nos próximos dias utilizar a hora de almoço

para depositar um cheque o melhor mesmo é verificar o horário da

agência.

Diário de Notícias
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