Bastaram sete pessoas para fazer a conciliação de milhões de pagamentos na JMJ

Transações bancárias foram facilitadas por uma solução eletrónica desenvolvida pela <em>fintech</em> portuguesa easypay
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Enquanto nas edições anteriores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) for precisa uma equipa com "centenas de pessoas" para fazer a reconciliação bancária dos pagamentos feitos pelos milhares de peregrinos, e com atrasos de 45 dias, nas deste ano, em Lisboa, bastaram sete pessoas para fazer esse mesmo trabalho, e quase sempre em dia, revela Vasco Pinto Coelho, diretor financeiro e de parcerias da JMJ.

Para a mudança face às edições anteriores terão contribuído soluções de pagamento disponibilizadas pela fintech portuguesa easypay. Segundo a empresa, a novidade residiu na criação de um IBAN Digital, com o qual se evitou que as transferências bancárias tivessem de ser acompanhadas pelo habitual envio do comprovativo de pagamento.

Ou seja, "cada inscrição na JMJ teve um IBAN Digital único que identificava de forma inequívoca a quem é que o pagamento pertencia, acelerando, por um lado, a confirmação do pagamento", e por outro, "reduzindo de forma drástica o número de voluntários necessários para suportar as questões que sempre existem nos pagamentos", explica a easypay.

Sem divulgar os valores absolutos, a empresa revela que as transferências digitais com IBAN Digital representaram 78% do volume de pagamentos e 29% do número de pagamentos.

Já os cartões Visa e MasterCard representaram 70% do total de pagamentos e 22% em volume de pagamentos. "O protocolo de segurança 3DS foi usado em mais de 85% das transações, originadas nos países onde é obrigatório", acrescenta a fintech.

Outra inovação consistiu no uso dos Split Payments nas inscrições, ao permitirem fazer a separação de forma automática do valor da inscrição destinado à organização da JMJ e o valor destinado à contribuição para um fundo de solidariedade.

A contribuição para esse fundo "permitiu que peregrinos sem capacidade financeira pudessem participar nas jornadas", assinala a empresa. A funcionalidade Split Payments foi utilizada em 40% das transações.

O desenvolvimento das inovações implicou "um trabalho conjunto" de preparação, iniciado dois anos antes, entre a easypay e a comissão organizadora da JMJ, "para disponibilizar aos milhares de peregrinos uma plataforma de pagamento que, de forma praticamente automatizada, permitisse que os pagamentos das inscrições feitos com cartões Visa e Mastercard e transferências bancárias tivessem um sistema com confirmação de pagamento muito rápida e simples, por forma a reduzir a intervenção humana, possibilitando libertar voluntários para outras funções", reforça a tecnológica financeira.

Sebastião Lancastre, CEO da easypay, sublinha o facto de terem sido feitas "milhares de transações" que, graças às soluções de pagamentos da empresa que dirige, "implicaram apenas a intervenção de 7 pessoas para garantir a reconciliação dos pagamentos e a divisão dos fundos de acordo com as necessidades da JMJ".

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