E nem ao sétimo dia o BCP descansa. As ações do banco voltaram hoje a encerrar no vermelho, pela sétima sessão consecutiva, e abaixo do patamar dos 1,8 cêntimos. O BCP está agora avaliado pelo mercado em pouco mais de 1,05 mil milhões de euros.
Contas feitas, os títulos do BCP terminaram a tombar 6,28% para os 1,79 cêntimos, apesar de terem fixado um novo mínimo histórico durante a manhã, nos 1,77 cêntimos. Só na sessão de hoje o banco perdeu 70,8 milhões de euros do seu valor de mercado.
As perdas ganham dimensão quando analistas à luz dos últimos sete dias, período em que o banco liderado por Nuno Amado viu a sua capitalização bolsista emagrecer em 449 milhões de euros. Desde o arranque do ano, o BCP arrecada uma desvalorização de 63% no mercado de capitais português.
A queda de hoje acontece apesar da agência de rating canadiana DBRS ter mantido a notação financeira do BCP, destacando não só o regresso à rentabilidade como a capacidade do banco em gerar capital.
O BCP acabou por arrecadar a pior prestação da Bolsa de Lisboa que terminou a desvalorizar 0,9%, com 13 cotadas no vermelho e apenas 5 em alta, acompanhado a tendência negativa registada pelas principais praças europeias.
Igualmente a penalizar o índice PSI 20 estiveram as ações do BPI, que recuaram 0,9%, bem como as da Galp Energia, que desceram 0,4%.
Já em sentido inverso, e a impedir uma queda maior da praça lisboeta estiveram os títulos da EDP, que ganharam 0,9%, acompanhados pelos da Jerónimo Martins, que subiram 0,3%.
Na Europa, as quedas oscilaram entre os 0,3% do índice britânico e os 0,6% da praça espanhola, tal como no outro lado do Atlântico em que as bolsas norte-americanas seguem igualmente no vermelho.
A penalizar os mercados acionistas esteve a forte aversão ao risco, quando falta praticamente uma semana para o referendo que poderá ditar a saída do Reino Unido da União Europeia, bem como o facto de a Reserva Federal ter deixado os juros inalterados e de o Banco do Japão ter decidido não aumentar os estímulos à economia.