Em comunicado, citado pela imprensa brasileira, o banco estatal adianta que, como acionista da holding Telemar Participações, solicitou
informações detalhadas sobre a compra de 897 milhões de euros da empresa do Grupo Espírito Santo e que "não considera
nenhuma alternativa que não seja a preservação dos interesses dos
acionistas da Oi S/A, ao mesmo tempo em que renova sua confiança na
atual gestão da companhia".
A Oi tem Zeinal Bava como CEO.
O desconforto dos acionistas brasileiros com o negócio já era público e a imprensa brasileira já tinha dado conta que o caso Rioforte tinha sido discutido na última reunião do banco estatal de fomento questionando a compra de papel comercial da empres do Grupo Espírito Santo. Fundos de pensões ligados ao Estado brasileiro, acionistas de referência da Oi, também terão questionado o racional do negócio.
A Oi, em comunicado, disse não ter sido informada da operação que representa metade do valor com que foram avaliados os ativos da PT na fusão, e sobre a qual residem receios de default, dado os problemas imediatos de liquidez que o GES enfrenta.
A primeira tranche de 847 milhões de euros terá de ser paga no próximo dia 15 de julho. Dois dias depois, a empresa do GES terá de pagar os restantes 50 milhões.
Havendo default - o que terá sido afastado - é o cenário mais penalizador para a PT que deverá ver a sua participação na CorpCo reduzida para cerca de metade (20%), de acordo com a imprensa brasileira, encaixando os acionistas da operadora portuguesa a totalidade da perda.