Bolsa de Lisboa em baixa com Mota-Engil a cair 1,65%

Na Europa, as principais bolsas seguiam a mesma tendência negativa, depois de Wall Street ter fechado em alta numa sessão marcada pela inflação norte-americana de julho, que se fixou em 3,2%.
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A bolsa de Lisboa estava esta sexta-feira em baixa, com as ações da Mota-Engil a liderarem as perdas, a caírem 1,65% para 2,39 euros.

Cerca das 09:25 em Lisboa, o PSI mantinha a tendência da abertura e recuava 0,33% para 6.060,85 pontos, com a cotação de 11 'papéis' a descer, de quatro a subir e de um a manter-se (Ibersol em 6,82 euros).

Às ações da Mota-Engil seguiam-se as da Corticeira Amorim, Galp e Sonae, que desciam 0,78% para 10,16 euros, 0,73% para 12,29 euros e 0,67% para 0,97 euros.

As ações do BCP, EDP e Navigator também se desvalorizavam, designadamente 0,45% para 0,24 euros, 0,43% para 4,20 euros e 0,31% para 3,22 euros.

As outras quatro ações que desciam, entre 0,17% e 0,10%, eram as da Jerónimo Martins, Greenvolt, CTT e Altri.

Em sentido contrário, as ações da EDP Renováveis, Semapa, REN e NOS avançavam 0,58% para 17,25, 0,46% para 13,04 euros, 0,20% para 2,48 euros e 0,06% para 3,32 euros.

Na Europa, as principais bolsas estavam hoje a negociar em baixa, numa sessão com poucas referências macroeconómicas.

Às 09:15 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a cair 0,56% para 461,64 pontos.

Num dia com poucas referências, típico de agosto, os investidores mantiveram-se atentos a França, onde a taxa de desemprego subiu para 7,2% no segundo trimestre, e ao Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, que cresceu 0,2% no segundo trimestre.

O Velho Continente acordou depois de Wall Street ter fechado em alta numa sessão marcada pelo IPC norte-americano de julho, que se fixou em 3,2%.

A taxa de inflação subjacente nos EUA desceu para 4,7% e o dado foi melhor do que o esperado pelos analistas.

Os dados da inflação nos EUA criam expectativas de que a Reserva Federal (Fed) vai suavizar a campanha de subida das taxas de juro.

Para os analistas do Bankinter, este bom registo, juntamente com o valor da inflação de agosto, que será publicada no próximo mês, e os números do emprego, serão decisivos na decisão que a Fed poderá tomar em 20 de setembro, e "poderão definir" o tom da próxima conferência de banqueiros centrais em Jackson Hole, que terá lugar entre 24 e 26 de agosto.

No entanto, analistas do Renta 4 Banco acreditam que os dados "não alteram" a expectativa do fim da subida das taxas de juro.

Com Tóquio inativa devido ao feriado bancário do Dia da Montanha, as bolsas asiáticas fecharam com perdas: Xangai caiu 2,01%, enquanto Hong Kong desceu 2,01%.

Em Espanha, o instituto de estatística espanhol confirmou que a taxa de inflação homóloga acelerou para 2,3%, mais quatro décimas que em junho.

Na quinta-feira, Wall Street fechou a verde, com o Dow Jones a subir 0,15% para 35.176,15 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.799,65 pontos, registado em 04 de janeiro de 2022.

O Nasdaq terminou a avançar 0,12% para 13.737,99 pontos, contra o atual máximo, de 16.057,44 pontos, verificado em 16 de novembro de 2021.

A nível cambial, o euro abriu a cair no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,0993 dólares, contra 1,1013 dólares na quinta-feira.

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro abriu também a baixar no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 86,06 dólares, contra 86,40 dólares na quinta-feira.

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